O objetivo da operação da Polícia Civil na Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, era capturar Antonio Francisco Bonfim Lopes, o "Nem", suspeito de chefiar o trafico na comunidade. O confronto, que terminou por volta das 18h, deixou sete mortos.
De acordo com a polícia, no entanto, "Nem" conseguiu fugir. Ele teria usado um banco para conseguir fugir de uma casa para a outra. A polícia acredita que o suspeito esteja escondido na comunidade.
Cerca de 80 homens participaram da operação, que contou com o apoio de cinco delegacias. Equipes da Polinter, da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), da Delegacia de Combate às Drogas (Decod), da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) estiveram no local.
Os policiais apreenderam uma metralhadora, três fuzis, quatro pistolas e granadas.
Escolas funcionam normalmente
A Secretaria municipal de Educação informou que as seis escolas localizadas na Rocinha funcionaram normalmente nesta quinta.
Em função da operação, no entanto, os alunos só foram autorizados a sair das unidades acompanhados pelos pais ou responsáveis. No total, as escolas atendem a 2.915 alunos.
A Secretaria estadual de Educação também afirmou que o CIEP Ayrton Senna da Silva funcionou sem problemas. De acordo com a secretaria, 2.300 alunos estudam na unidade, distribuídos em três turnos.
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ficaram paralisadas desde o início da operação na comunidade.
Criança ferida
A Secretaria municipal de Saúde informou que as unidades de saúde da Rocinha funcionaram sem qualquer alteração, apesar dos confrontos na comunidade.
De acordo com a secretaria, uma menina de 13 anos deu entrada no Hospital Miguel Couto, no Leblon, também na Zona Sul, ferida por estilhaços. A menina, que mora na Rocinha, foi atendida e liberada em seguida.






