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Saneamento

Acusada de poluir o Iguaçu, Sanepar ganha abraço simbólico de funcionários

Manifestação em várias sedes reuniu 3 mil pessoas, segundo a empresa. Ato ocorre após a companhia ser alvo de operação da PF

Catálogo primavera-verão da grife de bolsas Laci Baruffi | Divulgação
Catálogo primavera-verão da grife de bolsas Laci Baruffi (Foto: Divulgação)

Cerca de 800 pessoas abraçaram de maneira simbólica a sede da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) do bairro Rebouças, em Curitiba. A manifestação que começou as 11 horas e terminou perto do meio dia faz parte de uma mobilização estadual promovida por associações e sindicatos representantes dos funcionários da empresa.

A empresa estima que 3 mil pessoas tenham participado de abraços coletivos a sedes da companhia no Paraná. Eles protestaram contra a "Operação Iguaçu – Água Grande" , da Polícia Federal (PF), que apura casos de poluição no Rio Iguaçu. Na última semana, a companhia foi classificada como empresa de fachada pela PF, que acusou a Sanepar de cobrar dos usuários pelo tratamento de esgoto sem executar os serviços. As multas aplicadas a empresa devem ultrapassar os R$ 38 milhões.

A PF apontou ainda que a Sanepar é a "maior poluidora do Rio Iguaçu". Conforme informações divulgadas pela PF sobre as investigações, 20% das estações de tratamento de esgoto atuam clandestinamente: elas sequer existem juridicamente e funcionam sem licenças de operação. Segundo a PF, a companhia lança os efluentes em cursos d’água sem qualquer tratamento, em "clara agressão ambiental à coletividade, à fauna e à flora".

Durante a manifestação, os servidores da empresa de saneamento defenderam a organização. De acordo com informações divulgadas pela companhia, os participantes do ato defenderam que a água tratada pela Sanepar é segura e que não há poluição do meio ambiente pela organização pública.

Os representantes dos funcionários classificaram a investigação da PF como oportunista. Ao site da Sanepar, o presidente da Associação dos Empregados da Sanepar, Hamilton Gimenes, falou que os empregados não aceitam a classificação da empresa como sendo de fachada. "Nenhum empregado da Sanepar joga sofá, mesa, cadeiras ou lixo no Iguaçu", defendeu.

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