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Violência

Acusados de matar estudantes vão a julgamento

São Paulo – Dois anos e meio após o crime, a Justiça de São Paulo marcou a data para o julgamento de três homens acusados de terem seqüestrado e matado os estudantes Liana Friedenbach, 16 anos, e Felipe Silva Caffé, 19 anos, em novembro de 2003. O júri será no próximo dia 18 de julho, em Embu-Guaçu (Grande São Paulo). O caso corre sob sigilo judicial.

Irão a júri Antônio Matias de Barros, Antônio Silva e Aguinaldo Pires. O adolescente que participou do crime – na época com 16 anos – será ouvido como testemunha. O julgamento do quarto acusado preso, Paulo César da Silva Marques, o Pernambuco, ainda não tem data para acontecer porque ele recorre da sentença de pronúncia no Tribunal de Justiça (TJ). Ele só irá a júri quando não couberem mais recursos.

Liana e Felipe estudavam no colégio São Luiz, na Avenida Paulista, e foram acampar escondidos dos pais dela na região de Embu, na divisa com Juquitiba, na Grande São Paulo. De classe média alta, Liana mentiu para os pais, dizendo que iria para o litoral com amigas da comunidade judaica. Escolheram um sítio abandonado para acampar.

No local, foram surpreendidos pelo menor conhecido como Champinha, que estava armado com uma faca, junto com o comparsa Pernambuco.

Os dois levaram os jovens para uma chácara da região, onde ficaram com o caseiro Antônio Caitano Silva, de 50 anos, até serem mortos pelo grupo. O primeiro a ser assassinado foi Felipe, com um tiro na nuca. Liana permaneceu pelo menos quatro dias em poder dos bandidos, foi torturada, violentada e acabou assassinada a facadas.

Champinha, que tinha 16 anos na época do crime, continua internado numa unidade da Febem.

Ao completar 18 anos, ele poderia sair da instituição, mas um laudo do Instituto de Criminalística o considerou de "periculosidade latente".

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