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O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, Gilberto Kassab, participaram na manhã deste domingo (26) da abertura da 15ª Parada do Orgulho Gay em São Paulo, que ocorre neste domingo (26). A Parada, cujo tema neste ano é "Amai-vos uns aos outros - Basta homofobia", está entre os três maiores eventos turísticos da cidade, junto com a Fórmula 1 e a Virada Cultural. Ao discursar, Kassab afirmou que a Parada é a oportunidade de mostrar ao mundo que São Paulo é uma cidade que respeita a cidadania e a diversidade.

O governador Geraldo Alckmin destacou a importância econômica, turística e de cidadania que o evento tem para o Estado, injetando R$ 200 milhões na economia paulistana e movimentando três milhões de pessoas do Brasil e do exterior. "É importante para a cidadania no sentido de estabelecer direitos, evitar a intolerância, e avançar no arcabouço jurídico. A decisão do STF (que legalizou a união homoafetiva no País) não ocorreria se não houvesse conscientização sobre a importância do tema na sociedade brasileira", afirmou.

Também participaram do evento de abertura da Parada, na sede da Fecomércio, a senadora e vice-presidente do Senado Marta Suplicy, o deputado Jean Willys, a cantora Preta Gil, o presidente da Associação Parada do Orgulho Gay, Ederaldo Beltrami, o presidente da Associação LGBT, Toni Reis, o ator Sérgio Mamberti que representou o Ministério da Cultura, e o representante da Frente Religiosa contra a Homofobia, Anivaldo Padilha.

Durante o evento, a senadora Marta Suplicy anunciou que há um esforço no Congresso para reduzir a resistência ao projeto que criminaliza a homofobia no País. Segundo ela, a negociação em torno do texto que tramita há vários anos, conhecido como PLC 122, poderá incluir a mudança no número do projeto, mas não do conteúdo, amplamente criticado pela bancada religiosa. "Demonizaram tanto o projeto que fica difícil aprová-lo com esse número. Como dizer que o demônio não é mais o demônio?", explicou Marta Suplicy.

Sem detalhar as mudanças no texto, a senadora informou que uma das alterações foi incluída na negociação com a bancada religiosa do Congresso é no artigo 20, cuja nova redação inclui a criminalização daqueles que induzirem à violência contra homossexuais. "Conseguimos um meio termo nessa questão", afirmou.

O projeto será reapresentado para ser desvinculado da rejeição que cerca o 122, possivelmente com novo autor. A senadora descartou ser autora, mas disse que poderá ser a relatora do novo projeto. Segundo ela, já há acordo em torno do conteúdo, mas ainda é preciso ampliar o acordo para outros representantes da bancada religiosa do Congresso. "Se não for possível fechar um acordo no Congresso, a comunidade deveria buscar o STF", recomendou. A conscientização contra homofobia vem evoluindo e crescendo na sociedade, mas isso não tem se refletido no Congresso. "Não foi o Congresso que fez isso (união estável no STF), o Congresso se apequenou", criticou. Para a senadora, o que precisa ser feito agora é atrair parcela do Congresso que é a favor dos direitos dos homossexuais mas não se manifesta.

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