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"Greve" dos estudantes

Alunos da Unicamp ocupam prédio administrativo para exigir pautas identitárias

Reitoria prometeu comissão de permanência de alunos transsexuais, mas grupo ainda quer sedes para movimentos sociais.
Reitoria prometeu comissão de permanência de alunos transsexuais, mas grupo ainda quer sedes para movimentos sociais. (Foto: Antoninho Perri/Unicamp)

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Membros do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocuparam o prédio de administração da instituição de ensino nesta segunda-feira (8), como forma de protesto por pautas não atendidas durante a negociação para pôr fim à "greve" dos estudantes, que completa um mês na próxima quinta-feira (18).

De acordo com a nota divulgada pelo DCE (íntegra), pesou na manutenção da tensão o suposto uso de uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para analisar a carta de reivindicações. Com a análise, diz o diretório, a reitoria teria elencado poucas pautas como elegíveis para a negociação, o que representaria, em sua visão, descaso.

"Mesmo assim, a reitoria resolveu impor o encerramento das negociações, comemorando todo esse processo, chamando sua proposta de 'resposta institucional robusta' e dizendo se compromissar com as pautas que passaram por suposta cuidadosa avaliação", continua o grupo estudantil.

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Para que o conflito se resolva, o DCE quer que sejam levadas em contas as pautas que incluem:

  • Criação de um grupo de trabalho de Vigilância Nutricional, com paridade entre estudantes e servidores;
  • Distribuição de cestas básicas a mães solo que utilizam as moradias estudantis;
  • Participação de estudantes imigrantes e refugiados na elaboração de novos processos seletivos;
  • Disponibilização de locais para servirem de sede para movimentos sociais;
  • Criação de um grupo de trabalho para ampliar a contratação de professores da África;
  • Criação da "Pró-reitoria de ações afirmativas, diversidade e equidade";
  • Treinamento da equipe de segurança do bloco de moradias estudantis para atendimento de vítimas de violência doméstica e sexual;
  • Extinção da obrigação de cursar línguas estrangeiras para estudantes indígenas;

Nesta terça-feira (9), a reitoria divulgou uma carta aberta (íntegra) dizendo que reconhece a legitimidade das manifestações e que trabalha para aperfeiçoar as políticas universitárias. Em resposta à opinião dos estudantes de que as propostas apresentadas teriam sido insuficientes, a instituição decidiu tornar público o documento, que contém 32 promessas que incluem jantar no domingo, a criação de uma Comissão de acompanhamento das políticas de permanência trans e a tentativa de encontrar espaços que possam servir de sede a movimentos sociais.

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