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"Escalada da violência"

Alunos da USP invadem reitoria e PM é acionada

Alunos da USP invadem reitoria e PM é acionada
USP lamenta “escalada da violência” e aciona a Polícia Militar após estudantes em greve invadirem o prédio da reitoria. (Foto: Fábio Durand/EPUSP)

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Alunos da Universidade de São Paulo (USP), que estão em greve há três semanas, derrubaram um portão e invadiram a reitoria da instituição na tarde desta quinta-feira (7). O grupo cobra melhores condições de permanência universitária.

Em nota, a USP lamentou a “escalada da violência” e afirmou que a Polícia Militar acompanha a situação. “A USP vem a público lamentar profundamente a escalada de violência que levou, na tarde de hoje, dia 7 de maio, à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”, diz o comunicado.

A greve começou no dia 15 de abril. Nesta segunda (4), a reitoria encerrou as negociações de forma unilateral. Os manifestantes pedem que o reitor Aluísio Segurado reabra as tratativas.

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O grupo bloqueou a entrada da reitoria desde o início da manhã. Às 14h, houve um novo protesto no local. Por volta das 16h, os alunos derrubarram o portão do prédio e invadiram o hall do prédio.

A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) classificou a manifestação como “vandalismo e depredação do patrimônio público”.

“Tais ações são incompatíveis com os princípios que regem o ambiente acadêmico, fundamentado no diálogo, no respeito e na convivência democrática e, evidentemente, não constituem formas legítimas de manifestação”, disse a Pró-Reitoria.

Nas redes sociais, o DCE Livre da USP (Diretório Central dos Estudantes) afirmou que os manifestantes ocuparam a reitoria “de forma pacífica e sem depredação como acusa a PRIP de forma mentirosa”.

“A nossa ação é um pedido justo e legítimo frente à intransigência da Reitoria que unilateralmente fechou a mesa de negociação, sem o acordo não apenas dos negociadores mas sobretudo da grande maioria dos cursos que seguem em greve em mais de 3 semanas”, apontou o DCE, em nota.

“Rechaçamos qualquer tentativa de criminalização do movimento. O que é um ato de violência não é lutar por nossos direitos, mas ter que conviver com bolsas insuficientes, larvas na comida e moradia precária. Fazemos um apelo: Reitoria, reabra a mesa de negociação! É por isso que hoje ocupamos o seu escritório”, afirmam os estudantes.

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