Mais dois envolvidos no assassinato de uma estudante em frente a um bar de Curitiba foram ouvidos nesta quarta-feira (5). O metalúrgico Agnaldo dos Santos Silva Rosa, 20, que estava no carro junto com o autor dos disparos, e seu pai, o porteiro Darci de Campos Rosa, 50, e que é o proprietário do veículo, prestaram depoimentos.
Agnaldo afirmou que estava embriagado quando entrou no carro e que não tinha visto que o amigo portava uma arma. Do banco de trás, ele disse em seu depoimento que apenas escutou os disparos de Leandro Machado Mota, de 20 anos. Já o porteiro relatou que apenas que emprestou o carro, como de costume.
Nesta quinta-feira (6), devem comparecer na Delegacia de Homicídios de Curitiba os seguranças e outros funcionários do bar. Também foram chamados os funcionários do estacionamento onde estava o carro.
Disparos no bar
Na madrugada do último domingo (2), Mota e mais um amigo foram expulsos do Bangaloo Bar, localizado no Alto da XV, após uma confusão no interior da casa. Do lado de fora, ele teria esperado seu desafeto, o polidor de automóveis Juliano Szeremeta Lambech de Lacerda, de 20 anos, conhecido como "Polaco".
Uma nova discussão aconteceu entre eles. Junto com amigos, Polaco disse estar armado. Mota entrou no carro do pai de Agnaldo Rosa, deu uma volta na quadra e disparou contra o grupo rival. Porém, os tiros acertaram três pessoas que não tinham nada a ver com o acontecido. A estudante Alessandra Bernardi, de 25 anos, morreu na hora. Silvia Renata dos Santos, 19, foi atingida na perna e Samuel Ferreira da Silva, 23, no peito. Ambos foram encaminhados ao Hospital Evangélico. A versão do autor, segundo o delegado Maurílio Alves, é que ele teria feito os disparos para se proteger. Polaco, que também prestou depoimento na tarde de terça-feira, afirmou que realmente fez a ameaça, mas não estava armado. A arma também foi apresentada. Mota não tinha autorização para portá-la e a numeração da mesma estava raspada. Ele alegou que comprou a arma para proteger sua residência, que teria sido local de recentes assaltos.
Mota foi liberado por possuir residência fixa, emprego e ser réu primário. A polícia estuda o pedido de prisão preventiva, mas ainda não é certo que ela seja solicitada. Polaco foi ouvido como testemunha mas, caso fique confirmado que ele tenha incitado o crime, poderá ser indiciado.
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