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América do Sul

Apagões viram rotina na Venezuela e no Equador

As causas não são as mesmas do apagão ocorrido no Brasil na ter­­ça-feira, mas a falta de energia elétrica tornou-se um constante pesadelo para as populações da Venezuela e do Equador.

A crise é mais grave no país do presidente Hugo Chávez. Se não bastassem os períodos de escuridão, os venezuelanos enfrentam cortes no fornecimento de água. Para reduzir o consumo de energia, Chávez chegou a propor, na semana passada, algumas medidas que viraram motivo de piada. Uma delas foi o pedido aos cidadãos para deixarem de cantar no chuveiro e não gastarem mais do que três minutos no banho. O socialista também sugeriu o uso de lanterna à noite para ir ao banheiro.

Bizarrices à parte, a realidade é que, segundo o governo, a Venezuela precisa reduzir em 20% o consumo de energia para evitar os blecautes. O presidente da Companhia Nacional Elétrica, Hipólito Izquierdo, argumenta que o problema está na falta de chuvas, que deixaram os reservatórios das usinas hidrelétricas abaixo do nível mínimo.

O governo determinou que os funcionários públicos terão de desligar o sistema de ar-condicionado na hora do almoço e uma hora antes do final do expediente. Computadores, impressoras, copiadoras e similares deverão ser desligados se não estiverem em uso.

A oposição acusa Chávez de não ter feito os investimentos necessários para atender à crescente demanda por energia.

Para o jornalista e analista político Manuel Malaver, do jornal El Mundo, de Caracas, a população não consegue entender como um dos países mais ricos em petróleo do mundo não produz energia suficiente para atender a suas necessidades. "Quando Chávez chegou ao poder, era urgente investir US$ 5 bilhões no setor energético, nas hidrelétricas. E isso não se fez. Especialistas alertaram que a crise se aproximava. O resultado é o colapso do sistema energético e elétrico, que, agora, se combinou a uma seca severa", declarou Malaver na semana passada em reportagem publicada nos jornais O Globo e Gazeta do Povo.

No Equador, a situação só tem piorado desde um blecaute ocorrido em 15 de janeiro, quando cerca de 70% do território do país ficou sem luz.

Na última sexta-feira, os equatorianos foram surpreendidos com o anúncio de medidas, pelo governo, para reduzir em 20% o consumo de energia. O presidente Rafael Correa determinou que as entidades públicas e privadas que possuam geradores de energia deverão usá-los de forma contínua e obrigatória.

Assim como Chávez, o presidente Rafael Correa culpa São Pedro, ou seja, a estiagem prolongada pela falta de energia elétrica. E acusa as administrações anteriores de descaso. O governo, no entanto, não admite que faltou investimento em infraestrutura pela atual gestão.

Leia sobre a crise energética na Venezuela e Equador na edição de domingo do caderno Mundo da Gazeta do Povo.

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