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Após incêndio, avião faz pouso forçado

Fogo na hélice esquerda levou piloto de voo entre Curitiba e Campo Grande a descer em Foz do Iguaçu. Ninguém se feriu

Os passageiros do voo interrompido seguiram para seus destinos em ônibus ou outras aeronaves | Marcos Labanca/Gazeta do Povo
Os passageiros do voo interrompido seguiram para seus destinos em ônibus ou outras aeronaves (Foto: Marcos Labanca/Gazeta do Povo)
Confira detalhes sobre o incidente e a aeronave |

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Confira detalhes sobre o incidente e a aeronave

Os passageiros do voo 5453 da Trip Linhas Aéreas, que partiu de Curitiba no fim da noite de domingo com destino a Campo Grande (MS), viveram momentos de apreensão. Na metade do trajeto, enquanto sobrevoavam a cidade de Cascavel – uma das escalas do itinerário –, os passageiros viram pelas janelas que a hélice esquerda do avião estava em chamas. Sem condições de descer na cidade, a rota foi alterada e o avião fez um pouso forçado no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no Oeste do estado.

De acordo com o relato de um dos 50 passageiros que estavam na aeronave, o incêndio começou às 23 horas, uma hora depois de deixarem o Aeroporto Internacional Afonso Pena, na capital paranaense. "Notamos pela janela que a hélice do lado esquerdo estava pegando fogo, foi terrível", disse o administrador carioca Gleison Duarte Guimarães, que estava viajando a trabalho.

Quando perceberam que a hélice estava em chamas, contou Guimarães, os passageiros ficaram nervosos e apreensivos, mas não houve tumulto. "Todos ficaram preocupados, mas sem exaltação. Algumas pessoas choraram, outras rezaram, alguns estavam aparentemente calmos. Não tivemos problemas maiores", relatou, acrescentando que apenas um passageiro passou mal. "Ele se alterou um pouco por causa do nervosismo, mas nada grave", disse o administrador.

Na opinião do administrador, o piloto teve um papel fundamental na hora do incidente. "O comandante fez um apelo para que colocássemos o cinto de segurança, erguêssemos a poltrona na posição vertical e não nos levantássemos. Ele tranquilizou a tripulação, disse que a situação estava sob controle e que iríamos pousar normalmente", afirmou.

Chamada pela própria tripulação, a aeromoça foi avisada sobre as chamas e fez contato com o piloto, que, em pouco tempo, desligou o motor danificado. "O piloto desligou o motor e o fogo apagou. A hélice permaneceu desligada até pousarmos. Como o aeroporto de Cascavel estava sem teto por causa da neblina, fomos informados pelo comandante de que o avião seria direcionado para Foz do Iguaçu", lembrou Guimarães.

Procurada pela reportagem, a supervisão do Aeroporto Inter­nacional de Foz do Iguaçu confirmou que houve um pouso de emergência no terminal durante a noite e informou que todas as medidas de segurança foram tomadas. Acio­nada pela torre de controle, a brigada do Corpo de Bombeiros já aguardava na pista com um caminhão de combate a incêndio e uma ambulância quando o avião posou em Foz, às 23h20. Nenhum dos veículos precisou ser utilizado.

Em Foz, os passageiros que iriam até Cascavel embarcaram em um ônibus de turismo oferecido pela própria companhia aérea. A viagem, de pouco mais de 100 quilômetros, ocorreu no início da madrugada de segunda-feira. Os passageiros com destino a Doura­dos e Campo Grande, no Mato Gros­­so do Sul, tomaram outro avião duas horas depois do incidente.

Justificativa

Em e-mail enviado por sua assessoria de imprensa, a Trip Linhas Aéreas lamentou o incidente e informou que o piloto precisou alterar o pouso para o aeroporto de Foz do Iguaçu em função das más condições meteorológicas em Cascavel. Segundo a empresa, o comandante foi obrigado a arremeter a aeronave, e esse procedimento ocasionou uma pane no motor. A companhia explicou ainda que o avião aterrissou em condições de segurança, preservando a integridade física dos passageiros.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que vai solicitar o relatório de manutenção da aeronave e instaurará, por meio do Centro de Investigações e Pre­ven­ção de Acidentes Aéreos (Cenipa), uma sindicância para apurar as causas do incidente.

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