A polícia do Rio de Janeiro já apreendeu neste ano nove metralhadoras antiaéreas oito calibre ponto 30 e uma calibre ponto 50. As armas, de guerra, podem derrubar aeronaves, perfurar blindados e destruir prédios. Também foram apreendidas no mesmo período, seis metralhadoras e 59 fuzis de um total de 6.444 armas confiscadas. Diretor do Núcleo de Estudos Estratégicos da UFF (Universidade Federal Fluminense), o professor Ronaldo Leão, afirma que a metralhadora ponto 50, de fabricação americana, dispara 700 tiros por minuto e alcança alvos com precisão de até 2,5 quilômetros. "A bala não tem direção. Pode atingir até seis quilômetros. Se for disparado da favela do Tabajaras, em Copacabana, por exemplo, o tiro pode atingir uma pessoa no Flamengo ou no Leblon. "
O especialista em armas diz também que, embora a metralhadora seja de grande porte, não é difícil de ser manuseada e que sua origem é dos quartéis das Forças Armadas no Brasil ou da América do Sul. De acordo com Leão, Exército, Marinha e Aeronáutica têm armas novas e antigas desse modelo. Várias das antigas estão guardadas nos depósitos das três forças, muitos deles no Rio, e também nos quartéis que fazem fronteira com o Brasil. "A ponto 50 também integra o arsenal de países vizinhos, como Argentina e o Uruguai. Acredito que esse armamento seja desviado para as mãos de criminosos desses depósitos."







