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Curitiba

Ato reúne dezenas de pessoas em frente ao Fórum Cível

Funcionários cobram uma vistoria minuciosa do edifício que, no fim de outubro, teve que ser evacuado depois de um tremor. Organizadores apontam que cerca de 150 pessoas participaram da manifestação

Protesto em frente ao Fórum Cível nesta segunda-feira | Ivonaldo Alexandre/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Protesto em frente ao Fórum Cível nesta segunda-feira (Foto: Ivonaldo Alexandre/Agência de Notícias Gazeta do Povo)

Um ato realizado no início da tarde desta segunda-feira (5) reuniu dezenas de pessoas em frente ao Fórum Cível de Curitiba. Os manifestantes cobraram uma avaliação minuciosa das condições estruturais do prédio. Diversas associações de categorias que trabalham no edifício participaram do protesto. Na última sexta-feira (26), o edifício precisou ser completamente evacuado, depois que funcionários sentiram um forte tremor.

A manifestação foi organizada pela internet, em um evento criado pelo Facebook. Segundo os organizadores do ato, cerca de 150 pessoas estavam reunidas às portas do Fórum Cível, no início da tarde desta segunda-feira. "O objetivo é ampliar o debate sobre as condições de estrutura do prédio", resumiu o advogado Peterson Hoffman, assessor do evento.

A subseção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) também aderiu ao ato. A entidade encaminhou um ofício ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), em 31 de outubro, no qual solicitou uma inspeção rigorosa em todo o prédio e a reparação de eventuais falhas estruturais detectadas.

"Qualquer anormalidade, seja tremor, trinca ou estalo verificado naquele prédio, poderá desencadear pânico nas pessoas, o que poderá resultar em uma tragédia. Urge a realização de minuciosa e pormenorizada avaliação da real situação da estrutura do prédio, observados os mais rigorosos critérios técnicos", diz o texto assinado pelo presidente da AOB-PR, José Lúcio Glomb.

A Associação Paranaense de Advogados Criminalistas também apoiou o ato e manifestou preocupação em relação à integridade física dos profissionais do direito que trabalham no prédio. "O tremor gerou um caos entre as pessoas que trabalham aqui e todos estão temerosos, porque ainda não tiveram acesso a um laudo definitivo", disse o presidente da entidade, o advogado Danilo Alves.

Em contrapartida, o presidente da Associação dos Serventuários de Justiça do Paraná (Assejepar), Rodrigo Wagner de Souza, minimizou os tremores sentidos no edifício do Fórum Cível. Ele afirmou que outras análises feitas por especialistas atestaram que não há problemas com a estrutura do imóvel. Wagner anunciou ainda que a associação contratou o engenheiro Rui Medeiros, doutor na área estrutural, que já começou a inspecionar o prédio. Assim que o laudo for concluído, a Assejepar deve divulgá-lo.

"Até o momento, não há nada que indique que o prédio está efetivamente caindo. Eu trabalho no Fórum Cível há 30 anos e há 30 anos ele [o edifício] treme", disse.

O último tremor

No dia 26 de outubro, logo depois que o prédio foi evacuado, uma vistoria foi realizada no local. Segundo o diretor do Departamento de Engenharia do Tribunal de Justiça, Cornélius Unruh, o tremor foi provocado por um veículo pesado que passou próximo ao imóvel. O especialista afirmou, na ocasião, que o prédio não apresentava problemas estruturais.

O local também foi analisado pelo Corpo de Bombeiros, pela Comissão de Segurança de Eficicações e Imóveis do município (Cosedi) e pela Defesa Civil, que apontaram que não havia riscos de desabamento.

Incidentes anteriores

O edifício de 11 andares do Fórum Cível, que fica na Avenida Cândido de Abreu, foi evacuado em maio de 2011, após relatos de funcionários sobre a ocorrência de tremores no prédio. Após a verificação e laudo dos Bombeiros - que não encontraram risco do prédio desabar - as atividades foram retomadas cinco dias depois do registro dos tremores.

Um princípio de incêndio assustou funcionários do edifício em agosto de 2011. O fogo foi iniciado por um cigarro no fosso de respiro das escadas de incêndio do prédio. Como se tratava de um princípio de incêndio, os funcionários conseguiram controlar o fogo do prédio, que não precisou ser evacuado. Ninguém ficou ferido.

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