A baixa umidade do ar registrada nos cinco primeiros dias de agosto aumentou em 50% os focos de incêndio na região Noroeste do Paraná, em relação ao mesmo período de julho. A informação é do Corpo de Bombeiros, que afirma que a situação só deve melhorar com a chegada de chuva. O números de ocorrências atendidas nos períodos avaliados não foi divulgado.
"Historicamente, agosto é um período crítico por conta da estiagem e da cultura de queimadas [por parte da população], especialmente para limpeza de terrenos e pastos", explica o tenente Nivaldo do Rêgo , da Comunicação Social do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Maringá.
A estiagem deve se estender, pelo menos, até o final desta semana, segundo a meteorologista Instituto Tecnológico SimeparAna Beatriz Porto. Nos últimos dias, a média do índice de umidade do ar registrada na região de Maringá foi de 35%, com mínima de 31% na tarde de sábado (4).
De acordo com a meteorologista, essas mesmas condições devem se manter nos próximos dias. O período mais crítico é sempre entre as 12 horas e as 16 horas. "Para que a qualidade do ar não seja prejudicada, o ideal é que esse índice se mantenha acima dos 70%", explica Ana Beatriz.
O tenente Nivaldo do Rêgo salienta que a população pode ajudar a evitar incêndios ao não limpar pastagens por meio do fogo. "Neste período seco, até a folhagem verde pode pegar fogo o que aumenta o risco de incêndio de grandes proporções."
Tempo seco e a saúde
Além dos incêndios, a baixa umidade do ar aumenta, também, a incidência de problemas respiratórios da população. De acordo com o médico pneumologista Sérgio Grava, as crianças e os idosos são os mais prejudicados pelo tempo seco.
"Eles são mais sensíveis às alterações climáticas. Além disso, nesta época de estiagem, mesmo quem não tem problemas respiratórios pode sofrer com doenças pulmonares como tosse e alergias", explica.
Para evitar esses problemas, o pneumologista afirma que é preciso beber muito líquido e umidificar o ar, seja com aparelhos industriais ou com toalhas molhadas e bacias de água espalhadas pela casa. "Mesmo assim, é fundamental ventilar bem os ambientes para evitar a umidificação excessiva, que também é prejudicial."







