
A bebê abandonada na Rodoferroviária de Curitiba, na noite da última terça-feira (9), já ganhou um nome dos funcionários do Hospital Pequeno Príncipe: Vitória. O abandono da recém-nascida está sendo investigado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), da Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
A menina, com pouco mais de três quilos e encontrada com cerca de 10 dias de vida, está internada no hospital para sessões de fototerapia, para tratamento de icterícia, doença normal em recém-nascidos, que os deixa com a pele amarelada, por causa da não maturação do fígado. Ela também passou por exames de sífilis, HIV e hepatite. Conforme a assessoria de imprensa do Pequeno Príncipe, os resultados dos exames ainda não ficaram prontos e não serão divulgados porque se tratar de uma questão de sigilo médico. A pequena Vitória, como está sendo chamada, continua internada, sem previsão de alta, e seu quadro é bom, de uma criança saudável, conforme informações do hospital.
O Nucria está investigando o caso em segredo de Justiça. A delegada Eunice Vieira Bonome é a responsável pela investigação que vai procurar saber como foi o abandono e identificar os pais do bebê. De acordo com o aspirante Erlington José Medeiros de Barros, do 20º Batalhão da Polícia Militar (PM), não havia qualquer pista da mãe da criança no local onde o bebê foi encontrado. "Ela estava bem vestida, enrolada em um cobertor, e não havia com a criança qualquer documento ou carta da mãe".
A menina foi encontrada abandonada em um dos banheiros da Rodoferroviária por funcionários da limpeza que ouviram o choro do bebê por volta das 23 horas da noite de terça-feira (9) e chamaram uma equipe da PM que faz patrulhamento na rodoviária durante a madrugada. Os policiais acionaram o Resgate Social, da prefeitura de Curitiba, que levou a criança ao Hospital Pequeno Príncipe, onde passou por exames. Como não apresentava qualquer ferimento ou problema de saúde, ainda durante a noite a menina foi novamente encaminhada pelo Resgate Social a um abrigo da prefeitura, a Casa de Acolhimento. Com a constatação da icterícia, a bebê foi reencaminhada ao hospital.
Quando a menina receber alta do hospital ela será encaminhada para uma casa abrigo da prefeitura municipal e possivelmente será encaminhada para adoção.
Segurança
A história reacende a polêmica sobre a necessidade de um sistema de vigilância na rodoviária de Curitiba. No início do mês de novembro, o corpo da menina Rachel Maria Lobo de Oliveira Genofre, de 9 anos, foi deixado, dentro de uma mala, sob uma escada do setor estadual do terminal. Sem imagens que dessem pistas sobre a pessoa que deixou o corpo no local, o caso segue ainda sem nenhum preso, investigado em sigilo pela Polícia Civil.
Segundo a prefeitura, uma licitação foi aberta em setembro para aquisição de câmeras de segurança na parte interna da Rodoferroviária. A previsão é que os equipamentos sejam instalados apenas no ano que vem.







