Catanduvas O comentário de um policial federal dá conta de que uma das primeiras perguntas do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ao chegar ao Presídio Federal de Catanduvas, no Oeste do estado, foi sobre a visita íntima. Esse será um dos poucos momentos em que não haverá qualquer agente vigiando Beira-Mar e que pode ser o momento ideal para que alguma confidência seja feita. Ontem, a cidade não recebeu nenhum policiamento militar ostensivo, a exemplo do que ocorreu no dia anterior.
Beira-Mar, o primeiro preso de Catanduvas, chegou à penitenciária de segurança máxima por volta das 3 horas da madrugada de quarta-feira em uma transferência sigilosa, executada pelo Comando de Operações Táticas da Polícia Federal sob sigilo absoluto das autoridades de segurança. Do aeroporto de Cascavel, os federais escoltaram o traficante até a penitenciária.
Para chegar a sua cela, Beira-Mar precisou passar por 17 portões de ferro. Já na entrada foi submetido à primeira identificação e aos procedimentos de segurança. Posteriormente, entrou na primeira "gaiola", onde já recebeu as orientações sobre o sistema da penitenciária. De porta em porta chegou à triagem, onde foi tirada a impressão digital e foram feitas as fotografias.
Próximo dali, em armários, ficaram seus pertences. A partir desse estágio, foi conduzido com capuz na cabeça até a cela. Nela tem à disposição uma cama, uma pia e um vaso sanitário, tudo construído em concreto, com chapas de aço internas, mesmo material colocado nas paredes e no piso.






