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Carnaval

Blocos e escolas fazem a alegria no RJ e em SP

Vai-Vai e Rosas de Ouro empolgaram o público na capital paulista; no Rio, expectativa é para o duelo entre Beija-Flor e Unidos da Tijuca

Rosas de Ouro animou a arquibancada no desfile das escolas paulistas | Leandro Farchi / AE
Rosas de Ouro animou a arquibancada no desfile das escolas paulistas (Foto: Leandro Farchi / AE)

A alegria dos blocos contagiou o Rio de Janeiro na noite de sexta-feira, na abertura oficial do carnaval. Pelo menos 20 mil pessoas acompanharam o bloco Azeitona sem Caroço, no Leblon, mesmo número de foliões que se divertiram com o bloco Carmelitas, nas ruas de Santa Teresa. Em Ipanema, 5 mil acompanharam o bloco "Vem ni mim que eu sou facinha". No primeiro dia do carnaval, a polícia informou que prendeu 17 pessoas que estavam urinando na rua.

Em São Paulo, as escolas de samba Vai-Vai e Rosas de Ouro foram as que mais empolgaram o público que esteve no sambódromo do Anhembi na primeira noite de desfiles do Grupo Especial. A Vai-Vai homenageou o maestro e pianista João Carlos Martins e usou fantasias luxuosas e grandes alegorias. Já a Rosas de Ouro falou sobre a sorte usando a história de Ali-Babá, que citou as palavras da sorte "Abre-te Sésamo" e encontrou um tesouro. A primeira noite teve 14 desfiles e 32 mil pessoas estiveram no sambódromo do Anhembi.

Clássico x moderno

No Rio, a grande expectativa é o duelo entre as duas escolas de samba que mais prometem neste ano. Na noite deste domingo, a "moderninha" Unidos da Tijuca, campeã de 2010, desfilará falando do medo no cinema. Para isso, aterrissará na Marquês de Sapucaí montada no toruk macto, o monstro voador que aterrorizava os homens e mulheres azuis no filme "Avatar". Amanhã será a vez da tradicional Beija-Flor, que chegará ao Sambódromo a bordo de calhambeques, lambretas e caminhões para homenagear o rei Roberto Carlos. A escola usará a força de sua comunidade e a competência que já lhe rendeu 11 campeonatos.

"A Beija-Flor está preocupada com as raízes culturais negras. Apesar de a escola não se descuidar de suas alegorias, ela não se desvia do sambista e da essência de uma escola de samba. A Tijuca tem uma visão de espetáculo", diz a professora Helena Theodoro, autora dos livros "Negro e cultura no Brasil" e "Mídia e espiritualidade: mulheres negras".

Além da Unidos da Tijuca, desfilam na noite deste domingo as escolas São Clemente, Imperatriz Leopoldinense, Portela, Vila Isabel e a Mangueira. Na noite desta segunda-feira será a vez de União da Ilha, Salgueiro, Mocidade Independente de Padre Miguel, Grande Rio, Porto da Pedra e Beija-Flor, que fecha o desfile.

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