A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a paternidade de uma menina de cinco meses que vive no município de Mercedes, região Oeste. A criança veio do Paraguai e estava com a família de João Batista Lourenço, 52 anos. Há suspeitas de que ela possa ter sido adotada ilegalmente.
Na última quinta-feira, dia 1º., Lourenço foi preso em Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, acusado de tentar comprar outra criança, um bebê indígena de 11 meses. Ele está sendo investigado por tráfico internacional de crianças. Conforme denúncias que chegaram ao Conselho Tutelar de Mercedes, a mãe da menina, que é mulher de Lourenço, alega que a filha é legítima, mas não apareceu grávida.
A polícia trabalha com a hipótese de a criança ser filha do casal e ter nascido no Paraguai ou também de ter sido trazida ilegalmente do país vizinho, como poderia ter acontecido com o bebê indígena. A menina está recolhida em um abrigo.
O delegado de Marechal Cândido Rondon, Sérgio Alves, responsável pelo inquérito, diz que informações estão sendo apuradas e os documentos da criança checados. "Vamos investigar se a criança veio de maneira legal do Paraguai", diz.
Lourenço continua preso no Paraguai. Ele foi indiciado pela justiça após ter sido flagrado com o bebê e uma certidão de nascimento falsa, emitida em um cartório do município de Hernandárias, vizinho a Ciudad del Este.



