Ponta Grossa Apesar de serem raros, viúvos podem se tornar padres ou freiras. "Não há impedimento, jurídico nem canônico, para alguém entrar para a vida religiosa após ter a experiência do matrimônio", diz o vigário geral da diocese de Ponta Grossa, padre Jaime Rossa. No entanto, cada congregação tem critérios próprios para aceitar ou não esses casos.
Para Rossa, dependendo da idade da pessoa, as dificuldades de estudo podem complicar essa opção. "Não é tanto pela maturidade física. A preparação para falar com o povo, estudar filosofia e teologia em uma idade avançada podem ser dificuldades extras", afirma.
Após os estudos, que duram em média três anos, e de passar pelo conselho da congregação, a pessoa nestas condições ainda precisa passar pelo aval de um grupo de sacerdotes e do bispo da diocese. "No entanto, não é nada formal", revela o vigário geral.
Em algumas religiões, homens casados podem se tornar líderes religiosos. Entre os evangélicos e protestantes, pastores podem ser casados. No islamismo, o xeique também pode formar a sua família. Na igreja católica, um homem casado pode se tornar um diácono e está autorizado a realizar batizados, ser ministro em casamentos e formar cristãos para a primeira comunhão. As celebrações das missas e as confissões ainda são atividades exclusivas dos padres.



