O tenente-brigadeiro Ramon Cardoso afirmou nesta sexta-feira (5), no Recife, que alguns destroços do Airbus da Air France já podem ter afundado.
"A dificuldade é que, além dos pedaços serem muito pequenos, a área é muito grande e alguns desses destroços que estavam flutuando nos primeiros dias já podem ter afundado. Não temos a garantia de que todos [os objetos] estarão flutuando", afirmou.
O Airbus da Air France partiu do Rio de Janeiro no dia 31 de maio, em direção a Paris, e desapareceu sobre o oceano. A aeronave levava 228 pessoas a bordo.
Segundo Cardoso, as correntes no local onde foram avistados os primeiros destroços mudaram de direção. "Muitos dos objetos que foram encontrados, como fios e pedaços de revestimento, a própria corrente fez com que esse material fosse desassociado", afirmou.
Segundo Cardoso, não foi feita nenhuma recuperação de material, mas isso não significa que objetos do avião não tenham sido avistados.
"Não temos mais essa trilha de cinco quilômetros e, hoje, o que estamos fazendo é iniciar as buscas pelos pontos em que, pelas correntes, esses materiais deveriam estar", afirmou.
De acordo com Cardoso, no início das buscas, qualquer objeto poderia ser considerado parte do Airbus, então as aeronaves seguiam para o local. Porém, nada era resgatado porque a prioridade era encontrar sobreviventes.
"A partir de agora, as aeronaves quando avistam destroços, fazem sobrevoo. Se for um equipamento que não poderia estar no avião, o achado é descartado", disse.
Cardoso afirmou que, agora, é muito difícil que se encontre algum sobrevivente tendo em vista o acidente e o tempo que decorreu após o acidente.
Continuidade das buscas
O tenente-brigadeiro acredita que a melhora das condições do tempo, a partir de sábado (6), pode facilitar as buscas.
"A prioridade nas buscas do sábado é lançar o R-99 por volta das 3h para fazer uma nova varredura eletrônica. Os pontos que forem encontrados pelo R-99 serão passados para as aeronaves, que já deverão estar decolando. Ao chegar na área indicada, por volta das 6h, as aeronaves vão procurar destroços nesses pontos", disse.
De acordo com Cardoso, caso o R-99 não encontre nenhum ponto, as aeronaves vão para áreas pré-planejadas, que são os locais onde estariam os destroços, com base na movimentação das correntes.



