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Temporal

Chuva afeta 2 mil pessoas, danifica 440 imóveis e derruba barreira

Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul foram as cidades mais atingidas. Na capital, não houve estragos graves, mas milhares de domicílios ficaram sem luz

Queda de barreira interditou a Estrada da Graciosa, que foi liberada no início da noite de ontem | RPC TV/Reprodução
Queda de barreira interditou a Estrada da Graciosa, que foi liberada no início da noite de ontem (Foto: RPC TV/Reprodução)

Um forte vendaval atingiu a área sul da região metropolitana de Curitiba (RMC) durante a noite de terça-feira e a manhã de ontem. Os efeitos da tempestade foram sentidos com mais intensidade em Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. De acordo com a Defesa Civil estadual, o temporal causou estragos em cerca de 440 edificações, afetando mais de 2 mil pessoas. O número de pessoas atingidas em Araucária não foi calculado.

A chuva também causou queda de barreira no quilômetro 10 da Estrada da Graciosa (PR-410) na tarde de ontem. O tráfego foi liberado em meia pista ainda à tarde e a rodovia foi totalmente reaberta no início da noite, de acordo com o Batalhão de Polícia Rodoviária da Polícia Militar.

"É normal uma tempestade como essa atingir determinada localidade com mais força", explica o meteorologista Reinaldo Kneib, do Instituto Tecnológico Simepar. A previsão para hoje é de que a chuva continue, mas de forma mais amena.

Alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Olindamir Merlin Claudino, em Fazenda Rio Grande, chegavam à escola para o início das aulas da noite, por volta das 19 horas, quando foram surpreendidos pelo vendaval, que derrubou parte da estrutura metálica do telhado. "O desespero foi enorme e todo mundo correu para o corredor principal, que é coberto de telhas e mesmo levantando com o vento parecia dar mais segurança do que as outras dependências da escola", conta a técnica administrativa Maria Elisete Gelasco.

Logo em seguida, começou a chuva, as luzes se apagaram e até os telefones celulares ficaram mudos. No meio da confusão e da escuridão, alguns professores e alunos ainda conseguiram retirar os televisores das salas, que ficaram molhadas com a queda de parte do telhado. Os buracos no teto foram cobertos com lonas, mas, como a chuva não parou em nenhum momento durante o dia de ontem, os funcionários da escola já começavam a se preocupar novamente.

"A água está se acumulando nas lonas e a qualquer momento elas podem se romper e molhar ainda mais o colégio", diz Maria Elisete. As aulas foram suspensas até a próxima segunda-feira. O mesmo aconteceu na Escola Municipal Carlos Eduardo Nicheli, também atingida pelo vendaval.

A aposentada Marlete Schmitz vivia uma situação semelhante em sua casa, a poucas quadras das escolas. "Quando as luzes se apagaram, fui até a janela para fechá-la, mas já era tarde: o vento começou a carregar todo tipo de entulho que tinha na rua e trazer para cima da minha casa, quebrando grande parte das telhas", conta. "A sorte foi que não estava chovendo ainda e conseguimos cobrir os móveis com lonas."

Curitiba

Já em Curitiba, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica para cerca de 16 mil domicílios – residências e estabalecimentos comerciais – devido à queda de árvores nos cabos e transformadores queimados, segundo informações da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No entanto, de acordo com o coordenador técnico de Defesa Civil da Secretaria Municipal de Defesa Social, Marlon Cardoso, não houve estragos de relevância.

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