São Paulo - O uso de animais no circo está proibido em mais de 50 cidades do Brasil hoje. Entre elas, as capitais Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo. Uma lei federal, que visa proibir a utilização de bichos em todo o país, está em discussão no Congresso.
"Não concordamos com isso, afirma Marlene Querubim, dona do circo Spacial, um dos grandes espetáculos do país hoje. A opinião da empresária é compartilhada por boa parte da comunidade circense. "Somos a favor da regularização. Não da proibição. Nem todo circo faz mal aos seus animais.
A WSPA (Sociedade Mundial de Proteção Animal, na sigla em inglês), é uma das entidades que estimula a campanha "Circo legal não tem animal. A ideia é impedir que os bichos sofram maus-tratos.
Os grandes circos do século passado, como o Garcia e o Orfei, viviam às custas de shows em que os animais eram as estrelas. Mas os dias de glória ficaram para trás. A reportagem encontrou o italiano Orlando Orfei, 89 anos, em Nova Iguaçu, cidade pobre vizinha do Rio de Janeiro, onde leva uma vida reclusa e melancólica.
Seu circo, o mais célebre do país por quase quatro décadas, fechou em 2003. Para o domador, o que arruinou seu império circense foram as leis que começaram a pipocar pelo Brasil proibindo os animais nos espetáculos.
"Um circo sem animais não é nada. Como pode existir sem tigre, leão e elefante? A família quer ver animais, defende. "No circo, são amados. Nunca na vida maltratei um animal.







