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Adilson Alves

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Adilson Alves

A tempo, há tempo...

  • afernandes39@gmail.com
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O título desta coluna apre­­senta duas locuções que, não raramente, dão uma rasteira em quem escreve. Há umas duas semanas, por exemplo, estava lendo uma notícia e lá pelo meio encontrei a seguinte construção: “Os policiais não chegaram HÁ TEMPO de prender o assaltante”. Esse foi, aliás, o único erro de escrita – o que nos obriga a lembrar que as pessoas muito mais acertam do que erram.

Vamos aproveitar e revisar o assunto.

A locução “a tempo” significa “na hora certa”, “no momento oportuno”. Também podemos usar “em tempo”. Portanto, a construção estaria correta assim: “Os policiais não chegaram A TEMPO de prender o assaltante”. Eles não chegaram na hora exata, oportuna. Ou seja: não deram o flagra. A segunda opção seria: “Os policiais não chegaram EM TEMPO de prender o assaltante”.

Agora vejamos a locução “há tempo”.

Aqui temos o verbo “haver” indicando ideia de tempo já transcorrido. Uma dica que pode funcionar bem quando temos dúvida é trocar o “há” pelo “faz”. Por exemplo: Há muito tempo não vou a estádios – Faz muito tempo que não vou a estádios. Também funciona com “havia/fazia”: Havia muitos anos que eu não visitava minha terra natal – Fazia muitos anos que eu não visitava minha terra natal.

Voltemos à construção, agora com a troca sugerida: “Os policiais não chegaram FAZ TEMPO de prender o assaltante”. Bingo! O lapso fica bem claro. Vejam só: é um macete. E esse tipo de expediente é apenas um atalho que devemos fazer em situações “desesperadoras”.

Por último, cabe anotar que o lapso da matéria se dá num quadro bem complexo entre a realidade sonora e a realidade escrita da nossa língua. Na fala, não há a menor diferença entre “há tempo” e “a tempo”. Se lêssemos a frase para alguém, ele, obviamente, não notaria diferença alguma.

Comentário do tipo “O correto é A TEMPO e não HÁ TEMPO” é muito mais que ficção.

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