Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Reinaldo Bessa

Meu pai 1

A coluna presta hoje uma homenagem a um de seus leitores mais ilustres, o médico e escritor Moysés Paciornik, que morreu no final da tarde de sexta-feira, de parada cardíaca, aos 94 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Figura carismática, Dr. Moysés era uma das personalidades mais admiradas e respeitadas da sociedade paranaense, que se despede dele hoje. Esta imagem  – já publicada aqui, com exclusividade, em 16 de junho de 2002 – faz parte de uma série especial do renomado fotógrafo Daniel Katz, que o retratou no lugar em que Dr. Moysés mais gostava de estar: no seu consultório |
A coluna presta hoje uma homenagem a um de seus leitores mais ilustres, o médico e escritor Moysés Paciornik, que morreu no final da tarde de sexta-feira, de parada cardíaca, aos 94 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Figura carismática, Dr. Moysés era uma das personalidades mais admiradas e respeitadas da sociedade paranaense, que se despede dele hoje. Esta imagem – já publicada aqui, com exclusividade, em 16 de junho de 2002 – faz parte de uma série especial do renomado fotógrafo Daniel Katz, que o retratou no lugar em que Dr. Moysés mais gostava de estar: no seu consultório (Foto: )

Ernani Paciornik, publisher da revista Náutica, estava inconsolável com o falecimento do pai, o médico Moysés Paciornik, na sexta-feira. Caçula dos três filhos, Ernani já vinha pensando na comemoração do centenário do Dr. Moysés, daqui a seis anos. E tinha todos os motivos para acreditar que ele fecharia um século de vida. Em plena forma, Dr. Moysés caminhava diariamente, sem nenhum tipo de auxílio, pela Rua Pedro Ivo, no centro, entre sua casa e a Clínica Paciornik – hoje dirigida por seu filho do meio, o também ginecologista Claudio Paciornik.

Meu pai 2

Atravessava os perigosos cruzamentos com desenvoltura. Escadas não eram problema para ele, um defensor intransigente do movimento do corpo. Também não deixava de atender a nenhum convite social, aos quais sempre ia acompanhado de Dona Helena, ostentando a inseparável gravata borboleta e um constante sorriso. Quando visitava os amigos e parentes que moram em casas com jardim, tinha um hábito pouco comum: deitava-se na grama para tirar um cochilo sem se importar com a companhia das formigas. Resquício, talvez, de sua longa convivência com os índios, dos quais trouxe a técnica do parto de cócoras, que propagou mundo afora.

A trair-lhe a idade avançada apenas um aparelho auditivo. De resto, era um homem que, no seu próprio dizer, aprendera a envelhecer sem ficar velho.

Pronto para a nova guerra

A capacidade de articulação política do deputado federal Alceni Guerra (DEM) está mais uma vez demonstrada, com sua indicação para a Secretaria Municipal de Planejamento de Curitiba. Ministro da Saúde do ex-presidente Collor de Mello, chefe da Casa Civil do governo Jaime Lerner e diretor do Lactec no governo Roberto Requião são postos que fazem parte do currículo de Alceni. Sem esquecer de que ele conseguiu se recuperar de uma campanha acusatória da época do Ministério, o que para um político comum representaria o fim da carreira.

Dessa água ainda beberás

A Sanepar desenvolve um projeto que deve causar polêmica em 2009. Depois de conseguir gerar energia elétrica a partir do gás metano produzido por suas estações de tratamento de esgoto e de transformar os resíduos sólidos em adubo agrícola, a empresa quer dar um passo maior: pretende transformar o líquido que resulta do tratamento de esgoto em água potável. O projeto é inédito no país e deve ser realizado em Curitiba.

Coisa de sangue

O futuro presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão, não pode ter atuação política, mas nem por isso a família vai se afastar da disputa pelos votos. Desde já, o conselheiro orienta o herdeiro, Hermas Júnior, para uma provável candidatura à Assembléia Legislativa daqui a dois anos. O próprio Hermas pai, que deve deixar o TC em mais quatro anos, em razão da aposentadoria compulsória, acalenta o sonho de voltar à política.

Talvez como candidato à Câmara Federal em 2014.

Som na oficina

A música eletrônica conquistou mesmo seu espaço, e não só nas baladas. Pelo terceiro ano consecutivo, a Oficina de Música de Curitiba, consagrada pelos segmentos erudito e popular, abre espaço para o som dos DJs. O módulo high tech ocorrerá entre os dias 12 e 16 de janeiro, sob coordenação da Academia Internacional de Música Eletrônica. Entre as novidades que serão apresentadas, Ilan Kriger, diretor da escola e coordenador das palestras, garimpou uma modalidade musical exótica.

Ele convidou o DJ e produtor paulistano Dada Atack, especializado no circuit bending, que vem a ser a utilização de brinquedos e aparelhos eletrônicos como instrumentos musicais.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.