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trânsito

Com renda melhor, carro é símbolo de status

Em 15 anos, o poder de consumo do brasileiro dobrou. Em 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79. E o carro popular da época, o Fusca, custava R$ 7 mil. Ou seja, um cidadão que ganhasse o mínimo precisaria de mais de cem salários integrais para adquirir um carro popular. Atualmente, o salário é de R$ 465. E o veículo popular custa cerca de R$ 22 mil. São necessários 50 meses para adquirir um veículo.

Classificado como bem de luxo, os automóveis respondem rapidamente as variações de preço do mercado. "Como houve queda do valor bruto e aumento do salário mínimo, tornou-se um produto mais acessível às classes C e D", explica José Guilherme Vieira, doutor em Economia e professor da UFPR. "Além de facilitar o transporte, as pessoas compram carros pelo status. Sentem que pertencem a uma classe mais alta", acrescenta.

Geografia

As regiões Norte e Nordeste têm maior proporção da população nas classes C e D. Por esse motivo, tiveram crescimento significativo de suas frotas entre 2003 e 2008. "Como a população era mais pobre, houve crescimento mais veloz", esclarece Vieira. A menor dimensão da frota também colabora para a elevação. "Um estado com 1 milhão de veículos, precisa de mais 100 mil para crescer 10%. Um estado com 100 mil, precisa de 10 mil para crescer 10%. Quando a quantidade é menor, torna-se mais fácil de crescer", completa.

De acordo com Carlos Hardt, coordenador do curso de Arqui­tetura e Urbanismo da PUCPR, o alto índice de motorização não é deve ser considerado como problema. "É até bom que seja alto. Não é positivo que todos esses veículos sejam usados diariamente. O ideal seria que os carros fossem usados para viagens ou para passeios mais distantes". (VB)

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Interatividade

As cidades paranaenses estão preparadas para o aumento da frota de veículos?

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