A Delegacia de Polícia de Guaratuba, no litoral do Paraná, prendeu nesta sexta-feira (23) Ednilson Teles dos Santos, de 38 anos, acusado de ter matado, esquartejado e queimado o corpo do comerciante Pedro Peres de Lima, de 77 anos, em julho deste ano. Segundo o delegado Lucio Lugli, Ednilson confessou o crime que teria sido motivado por uma dívida dele com a vítima pela locação de uma pousada na cidade.
O comerciante estava desaparecido desde julho, quando alugou a pousada dele, localizada no centro de Guaratuba, para Santos, que morava em Apucarana, no norte do estado, mas havia se mudado para a cidade litorânea em abril. A família da vítima registrou Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento em setembro. O sigilo telefônico do empresário foi, então, quebrado e a Polícia constatou que ele não havia saído da cidade, mas também não havia sacado sua aposentadoria nem votado nas eleições no último mês de outubro.
Nesta sexta, um mandado de busca, apreensão e prisão preventiva do suspeito foram cumpridos na pousada. Segundo o delegado, o comerciante havia locado a pousada pelo valor de R$ 8 mil por mês e pediu a Santos um adiantamento do pagamento referente a seis meses de locação. Como não tinha o dinheiro, o acusado teria depositado dois envelopes vazios, informando ao banco o valor de R$ 20 mil em cada. Quando constatou a fraude, o comerciante procurou Santos na pousada no dia 26 de julho e, depois de uma discussão, o acusado teria empurrado a vítima por uma escada.
Com a queda, Lima desmaiou e Santos teria aproveitado para asfixiá-lo com a ajuda de um saco plástico e um arame. O acusado teria, então, enrolado o corpo do comerciante em um tapete e, no dia seguinte, comprou uma serra, uma faca e carvão para queimar o corpo. Depois de esquartejar a vítima, conforme o delegado, Santos teria queimado os pedaços do corpo em uma churrasqueira da pousada, juntamente com alguns colchões. Depois disso, o acusado teria jogado as cinzas do empresário em um caminhão de lixo.
Depois de cometer o crime, Santos continuou administrando a pousada e, conforme a denúncia, falsificou a assinatura da vítima em um recibo no valor de R$ 48 mil para comprovar o pagamento do aluguel aos familiares do empresário. "É um crime bárbaro que infelizmente foi registrado em nossa cidade", diz o delegado Lucio Lugli, que afirma ainda que não há dúvidas sobre a autoria do crime. "Ainda vamos fazer uma perícia para encontrar indícios do sangue da vítima na pousada", complementa.



