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Valor de mercado

Comissão da Câmara aprova regras para indenização por arma devolvida

Relator da proposta na CCJ, Zucco retirou previsão de cálculo exato para evitar inconstitucionalidade. Texto ainda não passou pela CCJ.
Relator da proposta na CCJ, Zucco retirou previsão de cálculo exato para evitar inconstitucionalidade. Texto ainda não passou pela CCJ. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou uma alteração no Estatuto do Desarmamento que fixa o valor médio de mercado para que a Polícia Federal (PF) indenize cidadãos que, mesmo com posse e porte de uma arma de fogo, escolhem devolvê-la ao Estado.

A proposta inicial, do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), previa que a indenização deveria ocorrer com base no valor da nota fiscal, corrigido pela inflação. Caso o cidadão não apresentasse a nota, seria utilizada a média do mercado.

Ao passar pela comissão, o deputado federal Zucco (PL-RS) entendeu que o texto, apesar de ser justo, poderia ser considerado inconstitucional, por impor um cálculo exato ao governo. Com a troca do valor da nota pela média do mercado, o parlamentar acredita que a proposta torna-se "constitucionalmente adequada".

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"A legislação atual, ao prever uma indenização “nos termos do regulamento”, permite que o Poder Executivo pague valores irrisórios e simbólicos por um bem adquirido legalmente, muitas vezes com grande custo, configurando um verdadeiro confisco disfarçado e uma violação ao direito de propriedade", diz o parecer.

A aprovação nesta comissão, de maioria oposicionista, manda o texto para a Comissão de Finanças e Tributação, onde o cenário é oposto. Enquanto na comissão de Segurança Pública o PL exerce a Presidência, com o deputado Coronel Meira (PE) e controla sete das 28 vagas preenchidas, a comissão de finanças é presidida pelo deputado federal Merlong Solano (PT-PI) e tem, em seu quadro, dez parlamentares da base contra cinco da oposição.

Para a remessa ao plenário, faltará ainda o crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa. Nela o cenário é de equilíbrio de forças entre governo e oposição.

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