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As duas principais centrais sindicais do país usarão suas festas de 1.º de Maio amanhã, em São Paulo, para protestar contra um dos pilares do PAC, o projeto de lei complementar que corrige os gastos do governo com a folha dos servidores pela inflação mais 1,5%. A CUT, aliada de primeira hora de Lula, pede a retirada imediata do projeto.

"A proposta não é para valorizar o funcionalismo, e sim para sinalizar ao mercado que haverá controle de gastos públicos", diz Artur Henrique, presidente da central.

"É um dispositivo para reprimir novas contratações", afirma João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Além dos discursos nas festas de amanhã, as centrais preparam novos protestos contra a medida.

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Quem diria – Inquietos com a demora nas nomeações do segundo escalão, deputados do PMDB falam com saudade de Tarso Genro. Alegam que o petista, hoje ministro da Justiça, "resolvia mais" do que Walfrido dos Mares Guia, seu sucessor, as pendências da coordenação política. Linha direta – Já um petista graúdo acha que o problema de Mares Guia é outro. Como Lula andou negociando diretamente alguns cargos, os presidentes dos partidos aliados dão pouco valor às tratativas com o intermediário. Fica frio – A direção do Ipea, que tem sede no Rio de Janeiro, será chamada a Brasília para uma conversa tranqüilizadora. O governo pretende deixar claro que não existe intenção de abrir as portas do instituto para indicações do PRB, partido do futuro ministro de Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger. Mesma língua – Embora não tenha participado da escolha, Tarso Genro é um dos mais entusiasmados, dentro do governo, com a escalação de Mangabeira Unger para o primeiro escalão de Lula. À mão – As prestações de contas dos partidos, que têm de ser entregues até hoje ao TSE, serão examinadas pelo tribunal no arcaico formato de livros. Esbarrou em dificuldades técnicas a tentativa de desenvolver um software para uso de todas as siglas.

Reestréia – A compra e a manutenção do Aerolula devem entrar na pauta da oposição na CPI do Apagão Aéreo. Os adversários de Lula dizem que o processo de aquisição do Airbus presidencial poderá explicar como se dá a relação do governo com o setor aéreo.

Sem chance – A banda governista que defendia acordo para entregar à oposição um dos dois postos de comando da CPI mudou de idéia ao concluir que, no campo adversário, o controle passou do PSDB para o DEM. E com os ex-pefelistas, notadamente os da Câmara, o PT acredita que não dá para combinar nada. Virada – Senadores contrários à redução da maioridade penal atribuem sua aprovação na CCJ à manobra do relator Demóstenes Torres (PFL-GO) de incluir de última hora no texto itens da proposta de Tasso Jereissati (PSDB-CE), mais branda, o que teria "confundido" os tucanos. No plenário, dizem, será diferente. Eu, não – O PT tem em mãos cinco "propostas de equipe" para ocupar seus oito postos na CPI. A dificuldade do partido está em convencer os deputados a abraçar o ônus de defender o governo depois de todo o desgaste da crise aérea. Pega leve – Ex-presidente da Infraero, o deputado Carlos Wilson (PT-PE) procurou colegas da base aliada na semana passada para reiterar o pedido de não ser transformado em protagonista na CPI. Na véspera 1 – Um dos organizadores da visita do papa a São Paulo, José Carlos Stangarlini ligou para lideranças do Congresso a fim de pedir a revisão da decisão de não transformar em feriado nacional o dia 11 de maio, quando Frei Galvão será canonizado por Bento 16 na capital. Na véspera 2 – Ligado à CNBB e primeiro suplente do PSDB na Câmara, Stangarlini alega que a chegada à capital de caravanas de todo o país deverá transformar a sexta-feira da semana que vem num caos para os paulistanos.

TIROTEIO

* Do senador WELLINGTON SALGADO (PMDB-MG), em defesa da aprovação da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos pela CCJ do Senado:

– Para quem sabe do que uma pessoa de 16 anos é capaz, a mudança é até conservadora, como tudo neste grande país católico que é o Brasil.

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