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No primeiro mês de vigência da Lei Seca, os acidentes de trânsito atendidos em todo o país diminuíram. Em Curitiba não foi diferente. O número de ocorrências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) diminuiu 16,51%. Na capital paranaense foram realizados 1.102 atendimentos desde que a lei entrou em vigor no dia 20 de junho. Anteriormente, a cidade chegou a registrar 1.320 ocorrências, divulgou o Ministério da Saúde, na quarta-feira (20).
Em outras 17 capitais e no Distrito Federal, os acidentes também diminuíram. Consideradas as 26 capitais pesquisadas, no total, houve uma redução de 14,86%, em relação ao período anterior (de 21 de maio a 19 de junho). O número de ocorrências caiu de 11.918 para 10.146.
A redução foi de mais de 20% em seis cidades: Manaus (67,87%), Belém (56,10%), São Luiz (28,57%), Campo Grande (24,58%), Salvador (22,78%) e Macapá (22,62%).
O número de atendimentos a acidentados de trânsito foi maior em sete capitais: Porto Velho (15,23%), Belo Horizonte (0,76%), Goiânia (150%), Teresina (0,89%), Florianópolis (7,65%), Vitória (4,31%) e Palmas (15,78%) e ficou estável em Cuiabá. O Samu de Boa Vista, capital de Roraima, ficou fora do levantamento por ter começado a operar no dia 7 de julho, quando a lei já estava em vigor.
Atualmente, de acordo com dados do ministério, os acidentes de trânsito respondem por uma fatia significativa dos atendimentos do Samu. Em Brasília, por exemplo, 60% das ocorrências de trauma estão relacionadas ao trânsito.
Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a Lei Seca teve um impacto positivo no sistema de saúde, ao diminuir o número de atendimentos a vítimas de trânsito. Com isso, o Samu atende melhor quem tem algum problema emergencial em casa e as equipes dos hospitais de urgência e emergência podem se dedicar de forma mais tranqüila aos seus pacientes.
As pessoas que esperam por uma cirurgia eletiva têm o tempo de espera encurtado, ou seja, os benefícios são múltiplos, afirmou Temporão, de acordo com sua assessoria.
A diminuição dos atendimentos de emergência, por conta dos acidentes de trânsito, proporciona redução de gastos nas unidades de saúde. Conforme cálculos do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o atendimento médico hospitalar, internações, cirurgias e tratamento das vítimas de acidentes de trânsito custam ao Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de R$ 5 bilhões por ano.
Com uma redução de 10% no número de vítimas no trânsito, o Ministério da Saúde consegue economizar R$ 500 milhões. Essa quantia, de acordo com Temporão, seria o bastante para construir 300 Unidades de Pronto Atendimento 24 horas.



