
Uma bola, um triângulo e um quadrado. Não, isso não é uma lição sobre formas geométricas. Quem presta atenção nas etiquetas de roupas já se deparou com os símbolos, que não estão ali à toa, embora em muita gente não saiba exatamente o que fazer com essas informações. Além de conter as instruções para garantir sucesso na lavagem, seguindo um padrão de qualidade determinado. Entendê-los pode exigir um pouco de paciência, mas garante roupas bem cuidadas sem precisar entregar nada para a mamãe.
INFOGRÁFICO: Entenda a linguagem padrão das etiquetas
As informações sobre como lavar, alvejar, secar, passar e lavar a seco obrigatoriamente devem constar nas etiquetas de acordo com determinação do Inmetro, em respeito a um acordo válido para os países membros do Mercosul. As regras têm de ser aplicadas tanto para produtos nacionais quanto importados. Para o consumidor, seguir essas instruções é uma maneira de garantir que aquela camiseta não encolha ou o vestido desbote já na primeira lavagem.
Enquanto a regra do Inmetro determina a apresentação completa da etiqueta, com informações sobre o tipo do tecido e até mesmo o CNPJ da empresa que fabricou a peça, é uma norma internacional, o ISO 3758, adotada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que padroniza as explicações sobre o cuidado com cada item.
A superintendente do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário, engenheira Maria Adelina Pereira, explica que as normas da ABNT, atualizadas em março deste ano, levam em consideração cinco itens.
A tina é o símbolo usado para indicar os processos de lavagem. O uso de alvejantes, seja a base de cloro ou oxigênio, é representado pelo triângulo. O quadrado é a forma usada para as orientações sobre secagem, em aparelhos ou natural. O círculo normalmente se relaciona a casos de limpeza em lavanderia, como lavagens a seco. Já o ferro tem as recomendações sobre passadoria e temperaturas.



