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Caso Glauco

Diante do juiz, Cadu reafirma assassinato

Cadu (à direita) é escoltado por policial na audiência em Foz: defesa tenta provar que ele é inimputável | Christian Rizzi / Gazeta do Povo
Cadu (à direita) é escoltado por policial na audiência em Foz: defesa tenta provar que ele é inimputável (Foto: Christian Rizzi / Gazeta do Povo)

Foz do Iguaçu - Quase um ano após o assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e do filho dele, Raoni Villas Boas, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes voltou a confessar a autoria do duplo assassinato, desta vez diante da Justiça. Cadu, como é conhecido, e mais oito testemunhas, entre elas um médico psiquiatra que o acompanhou na prisão, foram ouvidos ontem em audiência a portas fechadas na Justiça Federal de Foz do Iguaçu. A oitiva durou quase cinco horas e meia.

Os depoimentos devem ajudar o juiz federal da 3.ª Vara Criminal, Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, a decidir se acata ou não a alegação da defesa de que o acusado não tem condições de responder pelos crimes que cometeu. De acordo com um laudo médico apresentado no final do ano passado, Cadu sofre de esquizofrenia.

Segundo o advogado de defesa, Gustavo Badaró, durante o depoimento de cerca de uma hora, Cadu reafirmou ser o autor dos assassinatos de Glauco e de Raoni, mortos a tiros em casa, em Osasco (SP). "Ele inclusive repetiu algumas frases que já tinha declarado no depoimento prestado ainda na Polícia Federal." Cadu disse ter matado Glauco e o filho inspirado em uma mensagem divina.

Três dias depois de cometer os assassinatos, ele foi preso sobre a Ponte Internacional da Amizade, quando tentava fugir para o Paraguai. Pouco antes, ao ser perseguido já na fronteira, atirou contra dois policiais rodoviários federais e contra um policial federal. Por conta disso, também responde por três tentativas de homicídio, porte de arma e pelo roubo do carro em que deixou São Paulo.

Estima-se que dentro de um mês o juiz deve decidir se Cadu é inimputável. Caso a Justiça entenda que na época do crime o acusado tinha plenas condições de responder pelos atos, será julgado por um júri popular. Se não, pode ser condenado a uma medida de segurança e cumprir pena em estabelecimento destinado a presos com problemas psiquiátricos. Cadu cumpre prisão preventiva no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, desde dezembro.

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