
Se você costuma fazer a sua parte para ajudar a preservar o meio ambiente, mas em algumas situações fica em dúvida sobre qual atitude deve adotar para causar menos impacto, pode encontrar algumas respostas nesta reportagem. Segundo a professora de desenvolvimento sustentável Cíntia Mara Ribas de Oliveira, do mestrado de Gestão Ambiental da Universidade Positivo, as dúvidas são pertinentes, até porque, para fazer a melhor opção, é preciso levar em conta uma série de fatores."Os estudos que avaliam o ciclo de vida de um determinado produto são bem recentes. Pela própria dimensão ambiental, a comparação é subjetiva. E não podemos esquecer de sempre considerarmos todas as etapas de produção", explica.
O presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Hélio Mattar, lembra que não existe consumo sem impacto: "Os impactos podem estar mais concentrados no meio ambiente, na sociedade ou na economia, mas sempre existirão". Segundo ele, o que o instituto defende é que, através do consumo consciente, possa se maximizar os efeitos positivos e minimizar os negativos.
Pós-doutora em Química Ambiental, a professora do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná. Ana Flávia Locateli Godoi defende que as políticas públicas precisam garantir mais informação para a população. Ela lembra da experiência que viveu na Bélgica, onde a prefeitura da cidade onde morava distribuía informativos e cartazes explicando como e quais resíduos deveriam ser separados, no começo do ano. Enquanto isso não acontece no Brasil, o conselho da química é: na dúvida, separe.
Com que transporte eu vou?
Até 2012, 10% da frota de ônibus de Curitiba deverá ser abastecida com biocombustível, que reduz em até 25% o índice de opacidade (fumaça), e em até 30% o índice de monóxido de carbono. Há quase um mês, um veículo elétrico passou a ser testado como táxi, no aeroporto São José dos Pinhais. Mas qual é a melhor opção de combustível para um carro de passeio?
Na opinião do presidente da Akatu, Hélio Mattar, o melhor mesmo seria optar pelo transporte coletivo ou por algum transporte alternativo, como a bicicleta. Não havendo outro jeito, a escolha vai depender de qual recurso natural será mais escasso, ou seja, as alternativas aos combustíveis comuns começaram a ser pensadas considerando que o petróleo, base dos produtos, é um recurso não renovável. A expectativa em relação aos carros elétricos é que eles comecem a chegar ao Brasil em cinco anos.



