Professores e funcionários da rede municipal de ensino de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, promovem uma manifestação, nesta terça-feira (20), para cobrar uma audiência com o prefeito Francisco Luis dos Santos. A prefeitura agendou um encontro entre os professores e Santos para quinta-feira (22), às 10 horas. Até lá, a greve será mantida. De acordo com a Associação dos Trabalhadores Municipais em Educação Publica do município (Assmef), cerca de 600 pessoas, entre professores e funcionários, de 27 instituições de ensino municipais, participam da mobilização. Iniciada na segunda-feira (19), a greve deixou nove mil alunos sem aula.
Os grevistas estão concentrados em frente ao prédio da prefeitura, com carro de som, faixas e cartazes. Eles devem permanecer no local até as 17 horas, de onde devem partir em passeata até o prédio da Secretaria Municipal de Educação, onde os professores e funcionários querem pedir apoio.
"Queremos abrir um canal de negociação com a prefeitura para ver o que podemos avançar. Não queremos prejudicar o ano letivo, mas a greve se tornou necessária neste instante em função da falta de diálogo", disse a presidente da Assmef, Tainara Maria Mota. Segundo os professores, as negociações começaram em fevereiro deste ano e a greve foi deliberada no dia 13 de abril. Segundo a Assmef, os professores contam com apoio dos pais de alunos, com quem se reuniram com o objetivo de discutir a paralisação.
Reivindicações
Segundo Tainara, os professores e funcionários reivindicam que 100% dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) sejam repassados à remuneração das categorias. Apesar de lei federal determinar que o repasse seja de 60%, a Assmef argumenta que há uma lei municipal que prevê que os recursos integrais do fundo sejam revertidos ao pagamento de professores e funcionários. Os grevistas afirmam que ainda não tiveram acesso à prestação de contas sobre os repasses do Fundeb.
As categorias reivindicam também a implantação do vale-refeição, que teria sido instituído por lei municipal em 2008, mas que ainda não vinha sendo pago pela prefeitura. Segundo Tainara, os professores e funcionários foram proibidos de fazer as refeições na escola e muitos têm enfrentado dificuldades para arcar com esses custos.
Os professores e funcionários querem ainda a readequação do plano de carreira do magistério e o adiantamento do dia em que recebem os salários. De acordo com Tainara, o pagamento é feito pela Prefeitura no último dia útil do mês.
Outro lado
A Gazeta do Povo aguarda o retorno da Prefeitura de Fazenda Rio Grande sobre as questões apresentadas pelos grevistas. Sobre os vales-refeição, na segunda-feira, o secretário de governo de Fazenda Rio Grande, Silvio Cavgnari, argumentou que a lei municipal não obriga o pagamento do benefício, apenas autoriza que isso seja feito. Ele acrescentou que o vale ainda não foi implementado por causa da falta de verbas e que a prefeitura estuda a abertura de um restaurante popular, que ofereceria refeições a R$ 1.







