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Um empresário do setor imobiliário, acusado de ter atirado contra uma travesti, deve se apresentar à polícia na sexta-feira (5). O crime ocorreu na noite de terça-feira (2), dentro de um flat, que fica em um prédio que pertence ao suspeito, no bairro Bom Retiro, em Curitiba. Segundo a versão inicial da polícia, o acusado teria levado a travesti ao imóvel e, após uma discussão, atirou contra ela. Para a defesa, o empresário reagiu a uma tentativa de assalto.

Nesta quinta-feira (4), o advogado que representa o suspeito foi à Delegacia de Homicídios (DH) e manifestou o interesse do cliente de contribuir com as investigações. O defensor também apresentou à polícia um boletim de ocorrência, registrado na quarta-feira (3), contra a travesti. Segundo o advogado, o empresário mostrava um flat, quando ela teria tentado assaltá-lo. Na versão do suspeito, o tiro foi disparado contra a travesti em legítima defesa.

Além de aguardar o depoimento do empresário e o filho dele, a polícia também solicitou a apresentação de um veículo Hyundai Santa Fé que eles teriam usado para retirar a travesti do flat. Segundo o delegado Sivanei de Almeida Gomes, o carro será encaminhado para a perícia, para constatar se há sangue ou digitais da vítima no automóvel.

"O acusado e filho dele devem ser ouvidos e poderão apresentar suas versões. A partir de então, aprofundaremos as investigações para constatar o que aconteceu no flat", disse o delegado.

Além de ser suspeito de tentativa de homicídio, o empresário também pode responder por omissão de socorro. Depois da discussão e de ter atingido a travesti com um tiro, o acusado teria solicitado a funcionários que o auxiliassem a retirá-la do prédio. Ela foi colocada no carro do filho dele, o Hyundai Santa Fé, e levada do local pelos dois.

Testemunha presta depoimento

A travesti, no entanto, foi encaminhada ao hospital por um outro homem. Ele foi localizado pela polícia e prestou depoimento na tarde desta quinta-feira. De acordo com a DH, o rapaz contou que voltava da casa da namorada, quando avistou a travesti bastante ferida em uma das ruas do Pilarzinho. Ele socorreu a vítima e a levou ao hospital.

"A testemunha relatou que, como a travesti estava muito machucada, ela não conseguiu contar quem teria a abandonado ali. Ele acrescentou que apenas a socorreu e a levou ao hospital", afirmou o delegado.

O crime

O empresário chegou ao prédio - na Rua Domingos Nascimento – por volta das 22h45 de terça-feira e foi direto ao flat. Pouco depois, testemunhas ouviram uma discussão, seguida de um disparo. Em seguida, a briga teria continuado e outros disparos foram ouvidos. Funcionário disseram à polícia que o empresário desceu e solicitou que eles o ajudassem a retirar a travesti do quarto.

A polícia investiga por que o empresário atirou contra a travesti e se ele a abandonou na rua, depois de ter cometido as agressões. A vítima continua internada no Hospital Cajuru, mas está fora de perigo. Ela foi atingida por um tiro na perna e apresenta diversas lesões na face.

Na quarta-feira, investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) conseguiram ouvir a travesti. Ela teria contado que foi abordada pelo empresário no Centro e contratada para um programa sexual.

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