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Polêmica

Empresário teria braço-direito no Paraná

Brasília e Curitiba – O braço-direito do empresário chinês no Brasil, Luiz Renato Durski Junior, é proprietário, em Curitiba, da empresa Marine Box — uma trading que negocia madeiras, fundada em 1999 —, que ostenta no escritório a logomarca da Anxin Flooring Co. A parede da sala de reuniões é enfeitada por duas molduras com a figura de Lu ao lado do presidente Lula e de Rubens Ricupero.

Durski conta que Lu tem um filho brasileiro, o que legitima obter benefícios do governo chinês e empréstimos em bancos, mas que ele não seria sócio da Marine Box no Brasil. Uma das empresas coligadas da Marine Box em Várzea Grande, no Mato Grosso, usa a sigla AXN, mas o empresário diz que é coincidência qualquer semelhança com a Anxin. "Como trabalhamos muito com os chineses, o "A" quer dizer seriedade, o "X", eficiência e o "N", honestidade no ideograma chinês", afirma Durski.

Índios

A notícia de que o chinês teria comprado mil quilômetros quadrados de terras indígenas no Brasil e de que se apresentaria como defensor do meio ambiente em eventos internacionais causou perplexidade ao governo brasileiro. Preocupada, a Fundação Nacional do Índio (Funai) pediu à Polícia Federal a instauração de um inquérito para apurar o caso, uma vez que o próprio chinês confirma a compra. "As terras indígenas são inalienáveis e a Constituição proíbe sua exploração", disse o procurador-geral da Funai, Luiz Fernando Villares e Silva.

O interesse de asiáticos pela Amazônia não é novo. Madeireiras da Malásia começaram a operar na região no fim da década de 90.

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