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Saúde

Fatores ligados à obesidade vão da genética aos hábitos caseiros

A Organização Mundial da Saúde estima em 155 milhões os jovens acima do peso no mundo. No Brasil, eles somam 15 milhões dos 70 milhões de brasileiros com menos de 18 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10% das crianças e adolescentes têm sobrepeso e 7,3% são obesas. Nos últimos 30 anos, subiu de 4% para 18% o número de meninos acima do peso. Entre as meninas, o salto foi de 7,5% para 15,5%. Logo eles vão engrossar outras estatísticas. Conforme estudo encomendado pelo Ministério da Saúde, os obesos representam 13% da população brasileira adulta, enquanto outros 30,4% estão acima do peso.

A obesidade decorre da interação entre fatores genéticos, culturais e familiares. Pode-se ganhar peso fácil com hábitos alimentares errados, inclinação genética, vida sedentária, distúrbios psicológicos, problemas familiares. Contudo, é possível reduzir essas influências mudando a cultura alimentar. Nem sempre a pessoa é obesa porque come muito, mas porque come mal. Alimento de alto valor calórico, mesmo em pouca quantidade, leva ao aumento de peso. E não há distinção de classe social, pois hoje os alimentos mais baratos são os industrializados, com alto índice de açúcar e gordura. Mas o problema maior está em casa.

A criação dos filhos influencia mais do que a herança genética. O risco de obesidade surge ainda na primeira infância, com o desmame precoce. O leite de vaca tem excesso de sódio e gordura, e pode piorar quando se usa farinha para engrossá-lo. O hábito de acrescentar açúcar à mamadeira acostuma a criança com esse sabor e contribuiu para o elevado consumo de doces. Já do ponto de vista comportamental, como esperar que os filhos comam melhor e deixem de ser sedentários se o restante da família não muda os hábitos?

Somados os fatores genéticos e de criação, pesquisadores concluem que ter o pai ou a mãe acima do peso significa um risco bem elevado de o filho ficar gordo. Em quase todos os casos, a criança fica obesa pela alimentação e sedentarismo. A inatividade é uma característica da sociedade moderna. Na frente da televisão, as crianças são a todo instante bombardeadas por apelos publicitários para consumir doces e outros alimentos de alto valor energético, mas com poucos micronutrientes como vitaminas e minerais.

Pais que trabalham costumam cometer o erro de compensar a ausência dando aos filhos liberdade de escolha do que vai comer. Em geral, essa escolha pende para fast food, alimentos fáceis de preparar, bolo, chocolate, sorvete, refrigerante, salgadinhos, batata frita e embutidos gordurosos. A conseqüência disso é a obesidade, que traz uma reação em cadeia no organismo, como problemas ortopédicos, respiratórios, cardíacos e gastrointestinais. O aumento de peso na infância traz conseqüências como o surgimento de pressão alta, problemas de colesterol, maior incidência de diabete tipo 2 e propensão precoce a doenças cardíacas.

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