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A participação das fontes de energia renováveis na matriz energética brasileira está em declínio desde 2009 e atingiu, em 2012, a menor participação em uma década, segundo o estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015, divulgado nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto isso, as fontes não renováveis aumentaram sua participação.

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Em 2012, o reaproveitamento foi de 97,9%. O resultado, no entanto, não reflete apenas a preocupação do brasileiro com o meio ambiente.

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As fontes renováveis respondiam por 42,4% da energia gerada em 2012, enquanto as não renováveis foram responsáveis por 57,6%. Só o petróleo e seus derivados foram responsáveis por 39,2% da energia no País, aumento impulsionado pelas descobertas na área do pré-sal e pelo crescimento nas vendas de automóveis.

O avanço do consumo de energia per capita em ritmo maior do que o aumento da população e os problemas climáticos, que comprometem a geração de energia por meio de hidrelétricas, também contribuíram para essa mudança de perfil.

“Houve uma queda forte na produção com derivados de cana-de-açúcar, assim como uma queda na geração hidráulica por fatores climáticos, algo que já ocorre há algum tempo. O que está crescendo gradativamente, mas ainda é fraco para puxar o segmento, são outras fontes primárias renováveis, como eólica e solar”, explica Júlio Jorge Gonçalves da Costa, pesquisador da Coordenação de Recursos Naturais do IBGE.

Além do petróleo, outras fontes não renováveis no País em 2012 eram o gás natural, com 11,5% da geração de energia, carvão mineral e derivados (5,4%) e urânio e derivados (1,5%). Já no caso das fontes renováveis, os destaques foram derivados de cana-de-açúcar (15,4%), hidráulica e eletricidade (13,8%), lenha e carvão vegetal (9,1%) e outras fontes primárias renováveis (4,1%).

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