
Com a greve dos servidores, parte da rede municipal de ensino da capital funcionou de maneira improvisada. Algumas escolas fizeram atividades diferenciadas para os alunos que compareceram. Mas, alertados sobre a paralisação, nem todos foram. Os vizinhos Leonardo Gabriel Chagas e Guilherme Lopes, ambos com 10 anos, passaram o dia em casa. Eles estudam na Escola Municipal Dario Vellozo, que não fechou as portas. As aulas foram substituídas por atividades pedagógicas. "Os professores querem um salário melhor", disse Leonardo, ao explicar por que estava em casa durante o período de aulas.
Para a mãe de Lopes, a dona de casa Rosângela Lopes Barbosa, 29 anos, o motivo da greve é justo. "Se não estão pagando bem, eles têm de ir atrás mesmo. Eu tenho três filhos e vejo que não é fácil cuidar de 30 crianças", opina. Embora apoie o movimento, Rosângela afirma que a greve não deveria passar de um dia. "Se passa disso é ruim. Tomara que não demore muito, senão prejudica as crianças", disse.
O motorista Paulo Bueno, 42 anos, foi levar o filho, João Paulo, 5 anos, à escola. Ao chegar ao local, foi informado que não haveria aulas porque os professores estavam em greve. "Eles disseram que o menino podia ficar na escola. Mas não adianta. Esse bichinho é arteiro, sem muita gente para cuidar, fica perigoso", diz. Nas creches, o problema foi pontual. Dos 164 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI), apenas o Porto Seguro, na CIC, funcionou parcialmente, com cerca de 10% do efetivo.
Segundo os grevistas, a paralisação também prejudicou o serviço público nas áreas de meio ambiente, abastecimento e segurança, mas não foram divulgados números da greve pelos sindicatos.



