Com a chegada do período de férias, a rede de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) começa a enfrentar novamente o problema da falta de sangue. De acordo com a assistente social da divisão de relacionamento com a comunidade do Hemepar, Dori Tucunduva, para passar o período das festas sem problemas no abastecimento, o banco precisaria aumentar a captação em 30%. Isso porque nesse período, além de cair em 20% o número de doações, a quantidade de pacientes que necessita de transfusão cresce 10%. "Percebemos que a queda nas doações começa na segunda quinzena de dezembro e a situação só volta ao normal depois do carnaval, e é justamente nesse período que mais precisamos de sangue por causa dos acidentes" diz.
De acordo com Dori, os estoques ficam ainda mais baixos nessa época por conta da diminuição no número de coletas externas feitas em empresas, universidades e locais públicos. "Fazemos em média 14 coletas externas em outros meses do ano, em dezembro esse número cai pela metade", afirma. Além disso, o número de bolsas conseguidas em cada coleta externa também é menor.
Dori explica ainda que depois de feita a coleta, o sangue tem seus componentes (plaquetas, hemácias e plasma) fracionados e que alguns desses componentes só podem ser utilizados dentro de um prazo de cinco dias. "Por isso é tão importante que a gente consiga manter um número de doadores estável. O ideal seria que fossem 120 por dia, em Curitiba", ressalta.
Segundo a assistente social, se essa meta fosse atingida, as famílias dos pacientes não precisariam se preocupar em encontrar doadores para repor os estoques. Atualmente o que acontece é que para cada bolsa utilizada, o paciente deve repor outras duas.
A cada dia, o Hemepar recebe cerca de 80 pessoas dispostas a doar sangue na capital. Dessas, 28% acabam impedidas de fazer a doação por não preencher todos os requisitos necessários. Em 2005 foram coletadas 90.837 bolsas em todo o estado. Dessas, 57.417 foram doações de homens e 33.420 de mulheres.







