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Comportamento

Hobby não pode virar rotina

O médico Edmilson Mário Fabbri, de 45 anos, é um "piloto" de fogão de carteirinha. Neto de italianos, ele foi o cozinheiro da república na época de faculdade, churrasqueiro dos encontros com os amigos e hoje é o feliz sócio de um restaurante no qual não cozinha, mas criou parte das receitas do cardápio. "É mágico misturar ingredientes e transformar aroma em sabor", define.

Aprimorar técnicas para servir bem os amigos e a família foi o objetivo que levou Fabbri a participar de um curso de culinária para executivos no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), durante seis meses. Acabou montando uma confraria com os colegas, com jantares mensais. "Cada parte do trabalho na cozinha tem seu lado bom: escolher a receita, comprar os ingredientes no Mercado Municipal, cortar, misturar, temperar, curtir toda a transformação dos elementos", afirma. Ele só não cita lavar a louça. "Isso eu dispenso. Prefiro degustar um bom vinho enquanto outra pessoa assume a tarefa da pia", propõe.

Lavar a louça não é sacrifício para a administradora de empresas Daniela Russi de Leão, de 29 anos. "Eu não gosto de cozinha bagunçada", diz. Ela aprendeu a cozinhar em família e hoje faz o irmão de "cobaia". "À noite, chego em casa e invento alguma coisa nova", afirma. Quer agradá-la? Pode dar panelas, facas, qualquer tipo de utensílio. "Estou começando a montar meu equipamento de trabalho. Dias atrás comprei duas facas novas e escondi no armário da churrasqueira, para ninguém mexer", conta.

A concentração na elaboração do prato é o segredo da cozinha "antiestresse". "Se fico pensando em outra coisa o prato não fica bom. Por isso, acaba sendo relaxante", diz Daniela. O médico Fabbri também recomenda a terapia das panelas. A prática, no entanto, é eventual. "Cozinhar todo dia torna o hábito mecânico", afirma Fabbri. A chefe de cozinha Letícia Krause confirma: "a responsabilidade de horários e resultados da cozinha no dia-a-dia é bastante cansativa".

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