Para Anderson de Castro Deus, de 14 anos, o apoio da família foi decisivo no controle da obesidade. Aos 13, tinha 75 quilos. Até baixar aos atuais 56 quilos, em 1,63 metro de altura, teve de se esforçar, ir ao médico, seguir um cardápio especial e tomar medicamentos para controlar a ansiedade. "Eu comia muito, de tudo, era difícil ser gordinho. Tinha apelidos na escola e quando ia para a praia ou piscina só entrava na água de camiseta, de vergonha", diz. Cortou refrigerante e bolacha. Chocolate, antes diário, agora só uma vez por semana. "Eu também vou e volto a pé da escola, tem umas subidas enormes, mas vale a pena. Hoje estou mais feliz".
Caroline Leppin tem 9 anos, 1,42 metro de altura e 52 quilos. "Falaram que eu vou fazer natação. Eu fiquei feliz porque é meu esporte favorito e vai me ajudar a emagrecer", conta. Para ela, o chato de ser gordinha são as brincadeiras na escola. "Quando eu emagrecer vão parar com essas baboseiras", diz. Além de se livrar das gozações, Caroline também quer realizar o sonho de ser modelo. "Quero ser bióloga marinha ou modelo, mas não tem modelo gordinha". Bolachas recheadas e refrigerantes foram banidos da casa onde Caroline vive com a avó e a bisavó. Deram lugar a frutas e verduras.



