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Crime na RMC

Homem confessa ter atirado e ateado fogo contra namorada

Marcelo Rodrigues Fin se comunicava com a família da vítima para simular que ela ainda estava viva, mas a polícia encontrou arquivos nos quais ele afirma ter matado a namorada

O Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da Polícia Civil, anunciou nesta segunda-feira (28) que o caso envolvendo a morte de Maria Lígia Siqueira, procurada desde dezembro, foi solucionado. Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) afirma que o namorado da vítima, Marcelo Rodrigues Fin, de 34 anos, confessou ter matado a mulher com um tiro na cabeça e ateado fogo ao corpo.

O acusado foi preso no sábado (19), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O corpo de Lígia foi encontrado carbonizado nas margens da BR-116, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, no dia 18 de dezembro. Só nesta semana, o Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que o cadáver encontrado era da moça.

Durante as investigações, os policiais descobriram que Fin se passava pela namorada para se comunicar com a família dela utilizando o programa de comunicação instantânea MSN Messenger. Segundo a polícia, o casal tinha relacionamento conturbado havia cinco anos, com relatos de agressões físicas e vários rompimentos. O rapaz foi preso na capital sul-mato-grossense e levou os policiais até uma residência onde foram apreendidos um revólver calibre 38, com munições, e o microcomputador que ele utilizava nas conversas. No disco rígido da máquina foram encontrados diálogos pelo MSN, em que ele confessa ter matado Maria Lígia.

Ainda de acordo com a nota, o delegado-chefe do grupo Tigre, Renato Bastos Figueiroa, lamentou o desfecho do caso. "Infelizmente, quando pegamos o caso, o homicídio já havia se consumado, sendo assustadora a frieza que cometeu um crime bárbaro como esse e ainda tentava iludir na família com falsas esperanças de que a moça estaria viva".

Comprovada a materialidade do crime, Fin foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e encaminhado para o Setor de Carceragem de São José dos Pinhais. Se condenado, pode pegar mais de 30 anos de prisão.

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