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O jornal "Folha de São Paulo" desta sexta-feira (14) traz uma reportagem sobre as investigações do Ministério Público que levaram à denúncia contra Edir Macedo e mais nove pessoas. Segundo o jornal, em uma investigação concluída em 1997, fiscais da Receita Federal concluíram que o dinheiro da Igreja Universal do Reino de Deus foi desviado para o patrimônio particular de seus líderes.

A denúncia dos promotores de São Paulo menciona o desvio do dinheiro dos fiéis para a compra de empresas ligadas ao grupo de Edir Macedo.

De acordo com a "Folha de São Paulo", o Fisco apontou desvio de dinheiro da igreja para comprar empresas comerciais. Com isso, segundo a Receita Federal, a Universal se tornou geradora de recursos para empresas que tinham como finalidade o lucro.

O jornal mostra que a fiscalização resultou em uma multa de R$ 98 milhões, cerca de R$ 300 milhões corrigidos pela Selic. Além disso, essa multa embasou o processo do Ministério Público para cancelar a concessão da Rede Record, comprada em 1990, por Edir Macedo, por meio de empréstimos.

A Receita concluiu, segundo a reportagem, que a maior parte dos recursos para a compra do Grupo Record saiu da Igreja Universal. Segundo o Ministério Público, a igreja seria dona de fato da rede.

Os líderes da Universal tiveram vitória em primeira instância neste processo, evitando o cancelamento do registro da televisão. O Ministério Público recorreu, mas o recurso está paralisado na Justiça há dez anos.

Segundo o jornal, o advogado da Universal, Arthur Lavigne, foi procurado para comentar a reportagem, mas não retornou a ligação.

O assunto também é destaque, nesta sexta-feira, no jornal espanhol "El pais", um dos principais jornais europeus. Segundo a reportagem, a igreja está sendo investigada pela Justiça brasileira por lavagem de dinheiro.

A reportagem traz detalhes da ação penal contra Edir Macedo e informa que o grupo dele está sendo acusado de formação de quadrilha, falsificação de documentos e ocultação de bens com a ajuda de empresas fantasmas.

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