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Infraestrutura

Integração interrompida no Paraná

A Transbrasiliana foi concebida nos anos 60 para integrar o Brasil de Norte a Sul, mas seu traçado no Paraná tem trechos com pista ruim e obras inacabadas

  • PorMaria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa
  • 01/01/2014 21:09

      Sonho do presidente Jus­­celino Kubitschek para integrar o Brasil de Norte a Sul, a rodovia Transbrasiliana esbarrou no Paraná. Concebida nos anos 60 para ligar pontos ermos do país, a BR-153 encontra no estado trechos críticos que dificultam a integração. Ela começa em Jacarezinho, no Norte Pioneiro, e termina em General Carneiro, no Sul.

      A Transbrasiliana poderia ser uma alternativa à BR-116, servindo de passagem do Sul ao Sudeste do país, mas tem pontos críticos como uma obra inacabada em Ventania, nos Campos Gerais, e pista em más condições na região Sul, no trecho que liga Imbituva a Paulo Frontin. É o que atestou a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), na edição deste ano, divulgada no final de outubro.

      A pesquisa avaliou 450 quilômetros na BR-153 no Paraná e considerou, de forma geral, a pista "regular" no trecho paranaense, mas desaprovou alguns trechos, como a ligação entre Imbituva e Irati, considerada "péssima" na pesquisa, e o trecho entre Irati e Paulo Frontin, tido como "ruim" na classificação da CNT. Uma rodovia em mau estado que aumenta em 25% os custos na área de transporte, segundo a CNT.

      O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) tem um cronograma de obras na ligação entre Imbituva e Paulo Frontin, avaliadas em R$ 6,2 milhões. A restauração do pavimento deve ser concluída em outubro do ano que vem. O Dnit foi procurado pela reportagem para dar detalhes sobre a obra, mas não retornou.

      Outro ponto nevrálgico da BR-153 fica entre Ventania e Ibaiti, nos Campos Gerais. O pavimento entre Tibagi e Ventania foi classificado como "ótimo" pela pesquisa da CNT. O levantamento, porém, não considerou um trecho de 600 metros que não foi pavimentado devido ao impasse da retirada de uma vila que se formou no meio do traçado da pista antes da sua pavimentação.

      As casas que impediam a ligação completa da BR-153 foram retiradas em 2011, mas a obra não prosseguiu. "Quem viaja pela BR-153 tem que desviar pela cidade quando chega nesse trecho", confirma o responsável pelo departamento de Planejamento Urbano da prefeitura de Ventania, Reinaldo de Lara Cultz.

      Outro trecho referente à Transbrasiliana é a estrada de terra que liga Tibagi a Imbituva. O governo federal já sinalizou que pretende asfaltar essa ligação para, assim, completar o traçado da BR-153 no Paraná. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, informou durante evento no final de outubro, em Castro, que a obra vai entrar no orçamento de 2014.

      Se for feita, a pavimentação vai ligar a BR-376, que está em processo de duplicação, e a BR-373, ligando assim o Norte ao Sul do estado. Para o professor de transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eduardo Ratton, a melhoria completa da BR-153 no Paraná é importante. "É uma rodovia que pode vir a ter um alto volume de tráfego, pode ligar o setor de produção de Norte a Sul, poderia desafogar o tráfego da BR-376 e da BR-277", analisa.

      Trecho péssimo, segundo a CNT, recebe melhorias

      O trecho da BR-153 (Trans­­brasiliana) considerado "péssimo" pela pesquisa CNT de Rodovias 2013, na ligação entre Imbituva e Irati, recebeu recapes no fim de outubro. Os buracos sumiram, mas dirigir pela rodovia ainda exige atenção redobrada do motorista porque a pista é simples, não tem acostamento e é cortada por uma linha férrea em atividade.

      No início de novembro, funcionários reforçaram a pintura da faixa central da pista e fizeram a manutenção do recape. O trecho tem 36 quilômetros e é usado principalmente por moradores e produtores rurais das duas cidades, o que torna o movimento tranquilo na região.

      Por ser um trecho curto, não há posto de gasolina ou borracharia às margens da pista. Os únicos empreendimentos são uma marcenaria e um motel. Há ainda algumas propriedades rurais.

      O lavrador Carlito de Lima disse que já atendeu muito viajante que bate à sua porteira para pedir algum favor. "Já pediram gasolina, chave de roda e macaco. É que aqui na estrada não tem borracheiro. Eu sempre ajudo, mas quando batem à noite eu não saio, é perigoso", diz.

      O marceneiro Josiel Ca­­margo disse que a rodovia já foi pior. "Agora está melhor, mas umas semanas atrás não dava para andar de tanto buraco", afirma. Há alguns anos, ele chegou a ter um restaurante, onde servia jantar para grupos agendados, mas a má condição da rodovia foi um dos motivos que o levaram a desistir do empreendimento.

      "Os empresários não vinham aqui por causa dos buracos da pista", comenta. Hoje, Camargo expõe os imóveis rústicos que fabrica no pátio da casa, em frente à BR-153. "Se a rodovia melhorasse e aumentasse o movimento de carros, o meu comércio também iria melhorar", acredita.

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