As parcerias da prefeitura de Curitiba com a iniciativa privada para reformar e manter espaços públicos estão se tornando cada vez mais comuns. Um dos primeiros convênios dessa natureza é o que a administração municipal tem com a empresa Clear Channel, responsável pela instalação e manutenção dos novos pontos de ônibus da cidade.
Por meio de uma licitação, a prefeitura assinou um contrato com a empresa, prevendo que a Clear Channel pode explorar por 20 anos os espaços de propaganda do mobiliário urbano, mas fica obrigada a arcar com os custos de reforma dos pontos de ônibus que vierem a ser destruídos. Além disso, a empresa tem de repassar ao município 15% do valor bruto arrecadado com a publicidade veiculada.
A reforma do Jardim Botânico, que custou R$ 900 mil e foi concluída no início deste ano, também foi bancada por meio de uma parceria público-privada, com a empresa de cosméticos Natura. A empresa, por meio de uma licitação, assumiu ainda a manutenção do parque e deve investir nos próximos dois anos outros R$ 370 mil anuais, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto. O secretário afirma que no futuro a experiência do Jardim Botânico poderá ser adotada em outros parques da cidade.
A reforma do Teatro Paiol, concluída neste ano, é outro exemplo de parceria entre o poder público e a iniciativa privada. A empresa Synteko Produtos Químicos foi a responsável pela reforma do palco. Hoje, o piso onde os artistas se apresentam tem a marca Synteko estampada.
Na área cultural, recentemente foi assinado o convênio entre a prefeitura e o Sesc-PR para a reforma do Paço Municipal (antiga sede do Museu Paranaense), na Praça Generoso Marques. O Sesc deve investir R$ 5 milhões na reforma do edifício, que será transformado em um centro cultural. A previsão de conclusão do projeto é de um ano e meio.
A Fundação Cultural de Curitiba também conseguiu viabilizar um novo espaço de difusão de cultura na cidade a partir de uma parceria. A Cimentos Itambé está investindo R$ 60 mil para reformar a Casa Cultural Maria Fumaça, anexa ao Parque Barigüi, para transformá-la na Casa da Leitura, um centro de atividades literárias. A reforma do espaço já está em andamento e deve ser concluída até outubro. (FM)



