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Violência

Irmão do padrasto de Gabriel foi baleado por briga de vizinho, diz polícia

Homem levou três tiros enquanto fazia oração dentro de casa. Ele é irmão do padrasto do menino assassinado no Umbará

Uma briga de vizinhos iniciada por causa de um saco de lixo foi a razão pela qual Osório Moraes Mendes, 43 anos, levou três tiros dentro de casa, no bairro Tatuquara, em Curitiba, na última terça-feira (16), segundo a polícia. Ele orava de joelhos quando um homem invadiu a residência e disparou contra ele.

Osório é irmão de Davi Moraes Mendes, padrasto de Gabriel Henrique Vieira, menino que foi assassinado no bairro Umbará, no dia 12 de setembro. Davi é procurado pela polícia por suspeita de ser o mandante do crime. Desde o início das investigações sobre o atentado contra Osório, porém, a polícia descartou que o caso tivesse relação com o irmão da vítima.

Conforme o delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios, Osório foi baleado porque discutiu com um ex-vizinho dele, conhecido como "Museu". "O Osório colocou fogo em um saco de lixo na frente da própria casa, mas o ‘Museu’ não gostou da fumaça e foi reclamar com ele", contou o delegado. Os dois discutiram na época, Museu se mudou e voltou com a intenção de matar Osório na terça-feira.

Na noite de quinta-feira (18), a polícia foi até a residência da vítima. Quando chegaram ao local, a casa estava sendo apedrejada. A polícia conteve o tumulto e disse que crianças da região apedrejavam a casa. O motivo desse ato não foi esclarecido.

A polícia levantou que o suspeito pelos tiros é Claudemir do Nascimento Rosa, que atualmente mora em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e estaria envolvido com tráfico de drogas, de acordo com Recalcatti. Ele está sendo procurado.

Caso Gabriel

As buscas por Davi continuam e a polícia acredita que ele está em Curitiba ou na RMC, reforça o delegado. O menino de 13 anos seguia em direção à escola dele, no bairro Umbará, quando foi assassinado com sete perfurações feitas por um canivete. Ele foi encontrado por um colega da escola.

No último dia 9, dois homens foram presos por envolvimento no crime no Sudoeste do Paraná. Os "Irmãos Paraguaios", como são conhecidos, confessaram e disseram que Davi prometeu dar um carro a eles se eles matassem o garoto. A justificativa do padrasto, segundo os detidos, era de que ele tinha ciúme da relação do menino com a mãe.

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