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A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, disse nesta segunda-feira (13) que a pecha de “gastadeira” derivada de suas viagens internacionais é uma “estratégia da extrema-direita” e “misoginia pura”. Segundo ela, as estadias em embaixadas e a opção de viajar em cabine executiva nos voos fazem parte de um protocolo de “segurança”.
“É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República. (...) Procuro me hospedar nas embaixadas, primeiro por questão de segurança; o trânsito e a logística são mais tranquilos. Viajo de Executiva por questão de segurança; não viajo de econômica por alguns regramentos que tenho de seguir”, disse ela em entrevista ao programa Frente a Frente, do portal UOL em parceria com o jornal Folha de S.Paulo.
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Ainda de acordo com Janja, que já reclamou da falta de reconhecimento por seu trabalho no governo, o Brasil nunca teve uma primeira-dama que “trabalhasse efetivamente”. A declaração foi uma resposta ao jornalista Fernando Canzian, que a questionou se não seria mais adequado que ela tivesse um cargo formal.
“Quase todo dia eu vou para o Planalto, faço reuniões, cumpro agenda, viajo a trabalho... As pessoas, a sociedade de modo geral e a imprensa não estavam acostumadas com isso”, afirmou. Ela voltou a se queixar de que a imprensa nacional a procura menos do que os veículos internacionais.
Feminismo e assédio
Janja declarou também que não se deixa abalar pelas críticas e que se motiva especialmente pela pauta do combate à violência contra a mulher. Além disso, destacou sua atuação na luta contra a fome como um dos pontos centrais do seu trabalho.
Nesta entrevista, Janja ainda prestou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por supostos ataques misóginos de aliados, promoveu o PL da misoginia e lembrou do seu papel em momentos decisivos do governo.
"A questão da violência contra a mulher, a misoginia, ela não tem lado", disse Janja.
Provocada pela jornalista Daniela Lima, ela lembrou de quando uma foto sua com a ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, publicada no Instagram, acabou precipitando a decisão de demitir o então ministro dos direitos humanos, Silvio Luiz de Almeida.
“Eu não vou questionar ela, como muita gente questionou, num momento deste você só dá a mão”, declarou Janja. Novamente sem detalhes, Janja voltou a dizer que foi assediada sexualmente durante o exercício do seu status de primeira-dama.




