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Fim de semanA

Jazz, comida e tempo bom atraem milhares a Morretes

O Nhundiaquara Jazz Festival tornou a cidade um palco ao ar livre neste fim de semana; pelo menos 12 mil pessoas lotaram o centro histórico para ouvir boa música

  • PorAndrea Torrente
  • [24/05/2015] [18:16]
Festival de jazz atraiu milhares de pessoas a Morretes neste fim de semana. | Brunno Covello/Gazeta do Povo
Festival de jazz atraiu milhares de pessoas a Morretes neste fim de semana.| Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo

Ao som do jazz, milhares de pessoas lotaram o centro histórico de Morretes, neste sábado (23) e domingo (24). A música transformou a cidade em um palco ao ar livre, e famílias com crianças e jovens aproveitaram o dia ensolarado e quente para acompanhar os shows da 1.ª edição do Nhundiaquara Jazz Festival. O evento contou também com uma feirinha gastronômica com dezenas de opções de comida e food trucks. Segundo a prefeitura, o festival recebeu entre 12 e 15 mil pessoas, a maioria vindo de Curitiba, nos dois dias.

Veja como foi o Nhundiaquara Jazz Festival

A programação era gratuita e contou com 14 shows nos dois palcos que foram montados no chamado Corredor do Jazz, às margens do rio Nhundiaquara. Ao todo, 76 músicos de bandas nacionais e internacionais se exibiram durante o festival. No sábado, a banda alemã Trio Elf (piano, baixo e bateria) utilizou os sons da dance music como base para improvisação e fez o público vibrar. No domingo, a atração principal foi Renato Borghetti, que se exibiu com seu quarteto de Porto Alegre.

“O festival de Paraty serviu de inspiração para o nosso festival”, explicou Edmilson Lacerda, coordenador executivo do evento. “Morretes, que já possui uma vocação turística e gastronômica, nos pareceu o cenário perfeito para este tipo de evento no nosso litoral”, destacou. Neste domingo (24), contudo, a programação sofreu um atraso de cerca de uma hora por causa da passagem de som das bandas.

“Hoje nada de barreado, viemos para fazer um programa diferente: acompanhar o festival e comer alguma coisa nas barraquinhas”, disse o engenheiro civil de Curitiba Matheus Rauen, que desceu a serra em companhia da esposa e dos dois filhos, de 2 e 4 anos. No domingo, o público começou a lotar o centro histórico por volta do meio-dia. Uma hora depois, a fila de espera nos restaurantes variava entre 30 minutos e uma hora, um tempo superior ao registrado em fins de semanas normais.

A situação nas barraquinhas e nos food trucks era mais tranquila e não havia fila para pegar comida. O público podia escolher entre diversas opções, desde sanduíches a hambúrgueres, cervejas artesanais, pierogi, petiscos como bolinhos de bacalhau e porção de camarões, e sobremesas, a preço entre R$ 10 e R$ 20. Muitas pessoas aproveitaram do calor para comer e relaxar na grama ou nas mesinhas na beira do rio.

“A nossa cidade precisa de mais eventos como este”, afirmou a ambulante Iara Nogueira que, no sábado, trabalhou até as 21h servindo pastel e outros lanches. “Vendi o triplo de bolinhos de aipim que o normal e cerca de 40 kg de massa de pastel, geralmente num sábado normal vendo entre 25 e 30 kg”, disse. O movimento foi grande também nos hotéis. A pousada Bela Morretes, localizada no centro da cidade, teve 60% dos quartos reservados para o fim de semana. “Muita gente reservou com uma semana de antecedência, mas tivemos reservas também de última hora, na sexta à noite e no sábado”, explicou o proprietário José Chakar.

Expectativa frustrada

Apesar do fluxo de turistas acima da média, alguns comerciantes tiveram suas expectativas frustradas. Há 18 anos na feirinha, Rosy Mari Hess Pereira conta que o festival não incrementou as vendas de cachaça artesanal. “É legal porque tem muita gente diferente, mas para nós o festival não fez nenhuma diferença”, se queixou.

O movimento foi fraco também na Calango Expedições, empresa que organiza passeios turísticos na região. “Espero que aconteçam mais eventos como este para desenvolver a nossa cidade, mas para nós foi igual a um fim de semana de fim de mês. Talvez porque o público do festival seja diferente do nosso”, disse Rafaela Vieira, funcionária do estabelecimento. Até as 13h de domingo, ela não havia vendido nem um passeio.

No sábado, as vendas nos food trucks ficaram aquém do esperado pelos comerciantes. Só no final da tarde e à noite, a movimentação aumentou. “Ontem [sábado] foi abaixo da expectativa, mas para ter um balanço vamos ver como será o movimento neste domingo”, afirmou Rosilda Snakevicz, do Pierogi do Miro.

  • A banda curitibana Grupo Fato abriu a programação deste domingo (24).
  • O público lotou o centro histórico de Morretes a partir do meio-dia para acompanhar os shows.
  • Entre as milhares de pessoas, muitas famílias com crianças e jovens.
  • O público aproveitou o dia ensolarado para comer e relaxar nas margens do rio Nhundiaquara.
  • O curitibano Helinho Brandão apresentou temas consagrados do bebop dos anos 50/60 e do jazz contemporâneo.
  • O guitarrista Mario Conde se apresentou com a banda de Helinho Brandão.
  • O sexteto Helinho Brandão no palco principal do festival.
  • A prefeitura estimou que entre 12 e 15 mil pessoas visitaram a cidade nos dois dias de evento.
  • Márcia Diniz tira uma selfie com a mãe e a tia enquanto aguarda o show de Helinho Brandão.
  • Crianças acompanham a Associação Cultural Lendário Caiçara no palco autoral.
  • Restaurantes da cidade tiveram movimento acima da média; fila de espera chegava a uma hora em algumas casas.
  • Grupo Fato se apresentou no palco principal.
  • Grupo Fato.
  • A feira gastronômica contou com barracas de comida e food truck que servia sanduíches, petiscos, sobremesas e cervejas artesanais.
  • A comerciante Rosy Mati Hess Pereira se decepcionou com o festival: o evento não incrementou a venda de cachaça artesanal.
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