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Na tevê, Stormoski admitiu  que tentou entrar com drogas no país. | Reprodução/Youtube
Na tevê, Stormoski admitiu que tentou entrar com drogas no país.| Foto: Reprodução/Youtube

O jovem Lucas Stormoski, de 20 anos, morador de Foz do Iguaçu, foi detido na semana passada no Aeroporto Internacional do Cairo, no Egito, por porte de drogas. Ele estaria transportando três quilos de cocaína, segundo uma reportagem do canal de televisão Al Hayah. A família, que permanece no Brasil, está em contato com a Embaixada brasileira no Cairo, mas ainda tem poucas informações sobre o caso e não sabe como proceder.

VÍDEO: Veja a entrevista de Lucas para a emissora egípcia

Algumas cenas da reportagem de 18 minutos mostram o jovem sendo revistado. A droga estaria dentro de um fundo falso em um calção que ele estava vestindo. Lucas disse que recebeu uma proposta para levar “comprimidos” para o Egito, e que aceitou por precisar de dinheiro. Ele receberia R$ 12 mil pelo serviço.

Tolerância zero ao tráfico

Em entrevista à TV Al Hayah, o chefe da alfândega do Aeroporto Internacional do Cairo, Ahmed Abdelmayid, disse que o país passou a fazer parte da rota internacional do tráfico nos últimos anos e que as autoridades locais pretendem combater o crescimento desse tipo de crime. Com leis rígidas, o Egito é adepto da tolerância zero contra o tráfico de drogas. A legislação do país prevê pena de morte para traficantes.

Sensacionalismo

O programa de televisão ao qual Lucas deu entrevista é conhecido pelo teor sensacionalista. Em certo momento, o repórter afirma que Lucas viajou ao país para corromper os jovens egípcios com drogas e que ele poderia chorar “vinte vezes mais do que já chorou que não seria o suficiente para comover as autoridades locais”.

“Disseram que eram comprimidos. Eu desconfiava. Eles entram na cabeça da pessoa, tão bem, você fica assim pelo dinheiro e não mede as consequências”, declarou na reportagem, que contou com o auxílio de um tradutor.

A reportagem da Gazeta do Povo tentou contato com o pai de Lucas, mas ele não quis falar. Um tio, que prefere que seu nome não seja divulgado, disse que estão todos abalados. “É um moleque sem cabeça, mas trabalhava com o pai, trabalhou comigo, era bem próximo”. Segundo ele, a Embaixada no Cairo deve entrar em contato com a família na quarta-feira (16), com mais informações sobre o caso.

Arrependimento

Na reportagem à TV egípcia, Lucas dá conselhos para ninguém repetir o que ele fez. “Não caia nessa. Não tem coisa pior fica num país do outro lado do mundo, sem saber se defender. Nunca faça isso, é burrice. Continue estudando, continue trabalhando. Tudo que vem fácil, vai fácil ;não leva a nada”, falou, em diferentes trechos do vídeo.

O repórter insiste em algumas perguntas, e Lucas chora. Ele também pede perdão. “Pior besteira que fiz na minha vida. Chega, por favor [pede ao entrevistador]. É só pedir perdão. Perdão, pai. Não tenho o que falar. Ele sempre me deu conselhos, só que eu fui meio rebelde. Agora estou sentindo na pele”. O repórter pergunta se o dinheiro valeu a pena. “Nem por um milhão de dólares”, respondeu Lucas.

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