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Campos Gerais

Julgamento de acusados de matar duas adolescentes em Palmeira é retomado

Nesta quinta-feira (13), será feito o debate entre a defesa e a acusação. Quatros dos seis acusados de envolvimento no crime estão sendo julgados

O julgamento de quatro dos seis acusados de matar duas adolescentes em Palmeira, nos Campos Gerais, foi retomado e deve ocorrer durante toda a quinta-feira (13). A sentença deve ser proferida por volta das 23 horas - se a promotoria e a defesa utilizarem todo o tempo que têm direito -, segundo a previsão da Vara Criminal do Fórum de Palmeira. O segundo dia do julgamento dos acusados do assassinato de Maria Helena dos Santos, 11 anos, e de Daiana Comin, 14, começou por volta das 9h30 desta quinta-feira (13), com meia hora de atraso. A promotoria e a acusação terão três horas para expor a argumentação. A seguir, deve haver suspensão do julgamento para o almoço. Já no período da tarde, a defesa também terá três horas para a argumentação. Depois disso, haverá mais três horas de debate entre as partes para réplica e tréplica. Haverá um novo recesso para que os jurados tomem a decisão sobre o caso e então a sentença deve ser anunciada.

Na quarta-feira (12) – primeiro dia do julgamento - foram ouvidas as testemunhas e os acusados.

Crime

Segundo as investigações, Maria Helena dos Santos, 11 anos, e Daiana Comin, 14, foram assassinadas por traficantes porque não teriam entregue o dinheiro da venda de drogas. O crime ocorreu em 2005. As duas adolescentes foram enterradas em uma plantação de pinus.

O quinto acusado de envolvimento na morte das adolescentes está foragido. Além desses, um menor que também teria envolvimento com o crime e já cumpriu medida sócio-educativa.

Julgamento adiado

O julgamento dos quatro acusados chegou a ser adiado no mês passado por que eles não tinham advogados de defesa, os quais desistiram do caso às vésperas da data. Como o estado não possui uma defensoria pública, não havia advogados públicos para que o crime fosse julgado. O caso só pôde ir a júri porque o juiz da comarca de Palmeira nomeou advogados dativos para que o julgamento fosse viabilizado. Em cinco anos, 17 advogados desistiram da causa. O quinto acusado está foragido, enquanto um adolescente envolvido no crime já foi condenado a cumprir medidas socioeducativas.

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