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Segurança

Londrina perde oito agentes carcerários

Número de funcionários caiu de 20 para 12; segundo delegado-chefe, houve remanejamento para outras cidades da região

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) reduziu de 20 para 12 o número de agentes carcerários contratados para trabalharem nos distritos policiais de Londrina, Norte do Paraná. O motivo, conforme disse o chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil (10ª SDP), Sérgio Barroso, é a também redução do número de carceragens nesses distritos, que ocorreu após a inauguração do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), em abril do ano passado.

Os 20 agentes carcerários trabalharam até junho, quando venceu o contrato temporário de dois anos firmado pela Sesp. A nova contratação foi autorizada, mas o número, reduzido. "Antes, tínhamos 700 detentos em 4 distritos de Londrina. Agora temos 2 distritos e pouco mais de 250 presos. A realidade é outra", explicou Barroso.

Ainda segundo ele, a redução dos agentes em Londrina representou uma readequação para outras cidades que fazem parte da 10ª SDP. "Foram enviados agentes para Ibiporã, que não tinha, e Porecatu." O delegado disse que não existe previsão de reativação dos outros distritos policiais.

Atualmente, somente o 2º DP (zona leste) e o 3º DP (zona oeste) abrigam presos. O 2º tem 170 homens – sua capacidade é para 110. E o 3º abriga 80 mulheres. "Estamos há 17 meses sem fuga, porque os presos ficaram concentrados. Isso é bom e pretendemos ficar assim."

O 3º DP ainda utiliza o serviço de investigadores durante os plantões noturnos da carceragem. Segundo Barroso, os agentes carcerários não podem utilizar armas e não existe guarda externa feita pela Polícia Militar, a exemplo do que acontece no 2º DP. "Nesse caso, nós utilizamos [os investigadores], porque é perigoso deixar um distrito sem um policial armado", disse.

Preocupação

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol), Ademilson Antônio Alves Batista, afirma que é preciso evitar que investigadores cuidem de carceragens e que presos sejam mantidos nos distritos. "Mas em Londrina, a situação está melhor e precisamos mais atenção da Secretaria de Segurança nas pequenas cidades", admite.

A assessoria de imprensa da Sesp foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não comentou a redução do número de agentes.

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