Após algumas idas e vindas, a defesa e a acusação do julgamento de Lindemberg Alves, 25, acusado de assassinar a ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, 15, em Santo André (Grande São Paulo), em 2008, entraram em um acordo: apenas o irmão da jovem, Douglas prestaria depoimento. A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, não seria ouvida como testemunha.
Ana Cristina, no entanto, desejava falar. A mãe de Eloá disse, durante uma entrevista coletiva, que gostaria de dizer que Lindemberg é um "assassino" e "quem ama não mata".
Ela relembrou o momento em que, no plenário, ficou cara a cara com o acusado e se encararam. Disse não ter visto arrependimento nos olhos do réu. Segundo ela, Lindemberg fez um gesto com as mãos, interpretado por ela como um pedido para que ela "limpasse a barra" dele.
Douglas, irmão da menina morta, assim como seu irmão mais velho, caracterizou Lindemberg como "monstro". A mãe de Eloá ouviu o depoimento do garoto, menor de idade, do plenário - ele tem 17 anos hoje e disse que vai acompanhar o resto do julgamento da plateia.
Ao sair para almoçar, a advogada de defesa de Lindemberg foi hostilizada e pediu escolta.







